quarta-feira, 17 de março de 2010

Entrevista

Entrevista concedida ao Núcleo de Portadores de Esclerose Múltipla de Volta Redonda.

Nome: Alessandra de Souza Almeida

Idade: 34 anos

Cidade: Volta Redonda
 
Quando começou os sintomas da EM?

Aos 16 anos

Quando foi diagnosticada?

Em 2005, com 30 anos.

Qual foi sua reação quando soube da EM?

No início, não caiu a ficha, mas com o passar do tempo, senti que o meu ritmo de vida não era o mesmo.

A EM modificou seu modo de viver? Conte como.

Sim. Ao caminhar, senti que as minhas pernas não correspondiam a mesma velocidade de antes, sendo que o lado direito foi mais afetado, tanto braço quanto perna; Ao escrever, senti que a velocidade diminuiu bastante; Dormências e formigamentos são constantes, sendo que se agravam quando estou exposta a calor excessivo e a algum estado de fadiga.

Consegue levar uma vida normal ou bem próximo do normal?

Consigo levar uma vida normal dentro do que posso fazer e que não me cause frustrações, ou seja, tento me ocupar de coisas que me engrandecem como ser humano e que me beneficie para uma melhora constante no meu quadro.

Faz uso constante de medicamentos?

Sim. Copaxone(Acetato de Glatirâmer)

Consegue com facilidade os medicamentos.?

Não totalmente, pois esse medicamento costuma faltar.

Onde vc busca medicamentos?

Na Farmácia Municipal de Volta Redonda.

Tem acompanhamento médico satisfatório?

Sim.

Sua cidade tem suporte para cuidar de pacientes com EM?

Sim.

Caso sua cidade não tenha suporte, onde vc busca atendimento?

Apesar de ter o suporte que preciso, também busco ajuda no Rio de Janeiro, junto a Regina Alvarenga, que é uma neurologista especialista em Esclerose Múltipla.

Na sua opinião o que pode ser feito para melhorar a vida dos portadores EM?

O segredo é buscar se adequar ao seu novo ritmo de vida, fazer algo que faça tornar-se um ser humano melhor, buscar harmonia com o seu espírito, família, amigos, trabalho e os seus afetos.

Vc tem conhecimento dos seus direitos?

Sim.

O que a AVV representa na sua vida?

Representa para mim um grupo de amigos (as) sensíveis ao meu estado de saúde e que contribuem para que me sinta mais valorizada.

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