sábado, 3 de abril de 2010

Alimentação

Seguir uma boa dieta é importante para qualquer um e isto inclui as pessoas com EM.

Já faz muitos anos que os pesquisadores perceberam uma relação entre a ocorrência da EM e os hábitos alimentares de certas populações. Detectou-se que a doença ocorre com maior freqüência em populações que consomem animais e produtos de origem animal; o peixe, porém, parece ter um efeito protetor.

Estudos bioquímicos levaram os pesquisadores a sugerir que todas as ‘substâncias mensageiras’ responsáveis pela reação imune equivocada característica da EM se formam a partir do ácido araquidônico, um dos múltiplos ácidos graxos insaturados. Essa substância promove inflamação e é encontrada principalmente em alimentos de origem animal, como a carne, a gema de ovo, a gordura do leite e a manteiga.

Os alimentos vegetais, porém, não contêm essa substância. Os óleos vegetais como o ácido linoléico gama e mesmo os óleos de peixe podem inibir a formação de agentes inflamatórios.

Com base nesse conceito, os principais objetivos em termos de alimentação para as pessoas que precisam conviver com a EM deverão ser o de reduzir a quantidade de ácido araquidônico presente no organismo (aumentando a ingestão de verduras e legumes) e o de diminuir a formação de substâncias inflamatórias, consumindo, por exemplo, óleos de peixe.

Seguem algumas sugestões sobre rotinas alimentares. Não se esqueça, porém, de que elas são apenas considerações gerais, e que cada indivíduo tem as suas próprias necessidades. Consulte sempre o seu médico para saber o que é mais adequado para a sua saúde.

Recomendações alimentares:

_ Consumir calorias em quantidade suficiente, mas não excessiva. É aconselhável atingir e manter um ‘peso normal’;

_ Consumir cerca de 50 a 80 g de proteína por dia. É aconselhável obter a maior parte dessa quantidade a partir de alimentos vegetais com alto conteúdo de proteína, como o tofu, ou saborosas combinações de proteínas como batatas com casca e soro de leite, leite de arroz e musli (mistura de cereais e frutas secas);

_ Reduzir consideravelmente o consumo de gorduras saturadas, duras, industrialmente fabricadas, e gorduras de origem animal. Tomar um cuidado especial com as gorduras ‘ocultas’ em alimentos como o chocolate, doces e sorvetes;

_ Consumir de quatro até um máximo de dez colheres de chá (20 a 50 g) de óleo ‘bom’, que contém um grande número de ácidos graxos insaturados múltiplos, como o óleo de soja, o de germe de trigo e o de linhaça. Esses óleos fornecerão uma quantidade suficiente de ácidos graxos, parcialmente essenciais, insaturados múltiplos;

_ O consumo diário de suplementos de óleo de peixe pode influenciar favoravelmente o controle da EM, embora não haja até o momento uma comprovação absoluta desse fato. Não há dúvida, porém, do alto valor dos alimentos à base de peixe sob o ponto de vista alimentar e fisiológico, especialmente porque os peixes de água salgada possuem uma alta porcentagem de ácidos graxos insaturados múltiplos e de proteína de alta qualidade;

_ A porcentagem de açúcar nos carboidratos consumidos deve ser baixa. Prefira produtos de trigo não-refinados, como a farinha e o farelo de trigo integral, o pão de trigo integral, o arroz integral e a aveia;

_ Aumente a porcentagem de fibras em sua alimentação, consumindo mais frutas, legumes e saladas.

_ Vá reduzindo gradativamente o consumo de alimentos de origem animal até restringi-lo para apenas duas ou três vezes por semana; além disso, limite-se à carne mais magra possível, ou substitua-a por peixe. É bom também evitar as lingüiças, já que a maioria de suas variedades contém um alto teor de gordura oculta; e

- Sempre que possível, restrinja sua dieta a alimentos naturais e de alta qualidade. Os alimentos processados devem ser consumidos apenas de vez em quando.

_ Caso você sofra de osteoporose ou esteja em risco de adquiri-la (inatividade, tratamento com cortisona), não deixe de tomar vitamina D e um suplemento de potássio. Os exercícios físicos regulares também reduzem a possibilidade de adquirir a doença.

Substâncias que provocam dependência

Até o presente momento, não há indícios de que o álcool e o fumo tenham efeitos negativos no curso a longo prazo da EM.

Contudo, há provas suficientes sobre os riscos gerais à saúde atribuídos ao álcool e ao fumo, embora uma taça de vinho ou cerveja ocasional junto com as refeições ou com os amigos não deve ser descartada! Entretanto, as pessoas que administram medicamentos devem perguntar aos seus médicos se podem ingerir bebidas alcoólicas. Observe também que o álcool pode aumentar a fadiga e aumentar os problemas de equilíbrio e da bexiga. É melhor conversar sobre todos estes assuntos com um médico ou consultor de saúde.

Fonte: http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=74

Nenhum comentário:

Postar um comentário