sábado, 3 de abril de 2010

Incapacidade física e progressão da Esclerose Múltipla

Pacientes com esclerose múltipla que mantém uma incapacidade física pequena por um longo tempo de doença têm menor probabilidade que sua doença progrida.

Pesquisadores da Mayo Clinic (Estados Unidos) concluíram que indivíduos com esclerose múltipla que mantém uma incapacidade física pequena por um longo período de tempo (cerca de 10 anos) têm menor chance de progressão da sua doença.

Contudo, os investigadores alertam que não existe nenhuma maneira de predizer se um determinado paciente apresentará um curso benigno (evolução melhor) da esclerose múltipla no momento do diagnóstico.

Baseados neste estudo, os investigadores sugeriram que um paciente com esclerose múltipla com uma evolução mais benigna é aquele que tem a doença por cerca de 10 anos ou mais e que mantém um EDSS (escala de incapacidade) igual ou menor que 2,0 (ou seja, apresenta uma incapacidade física leve).

Portanto, as drogas imunomoduladoras (interferons e o acetato de glatirâmer) aprovadas pelo Ministério da Saúde sob a orientação do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa da Esclerose Múltipla (BCTRIMS) devem ser iniciadas assim que o diagnóstico definido da esclerose múltipla tiver sido realizado. Isto porque no momento do diagnóstico – e por mais alguns anos – é impossível sabermos se a doença terá um curso mais benigno ou será mais agressiva.

Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=119

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