sábado, 3 de abril de 2010

Mudanças de humor e depressão

Além dos sintomas fisiológicos da EM, a doença tem efeitos mais difíceis de se atingirem na constituição psicológica de uma pessoa. A negação (recusa a acreditar que isso possa ser possível), ansiedade, medo, raiva, sentimento de culpa, lamentação e mudanças bruscas de humor são as emoções típicas associadas à doença.

As dificuldades cognitivas (na maioria dos casos, é pequena) têm sua origem no processo característico da EM. Elas incluem a redução da competência intelectual, que pode ser expressa na forma de aumento do esquecimento, concentração perturbada ou diminuição da atenção. Há também os fatores de estresse que podem afetar as pessoas e que resultam da EM: a incerteza sobre o diagnóstico, o curso imprevisível da doença e os sintomas “ocultos”, como a fadiga e a fraqueza.

Há também os fatores de estresse que podem afetar as pessoas e que resultam da EM: a incerteza sobre o diagnóstico, o curso imprevisível da doença e os sintomas “ocultos”, como a fadiga e a fraqueza.

Como lidar com a depressão

As pessoas com EM têm predisposição à depressão e isto é geralmente o resultado das mudanças inflamatórias no sistema nervoso.

A depressão também pode ser uma reação à mudança no estilo de vida que a EM exige ou pode ser um efeito colateral da medicação. Por causa disto, é importante reconhecer quaisquer mudanças de humor no estágio inicial e diagnosticá-las adequadamente.

O apoio dos parceiros, da família ou amigos ajudará a pessoa com EM a superar a depressão leve. Em algumas circunstâncias, pode ser adequado o tratamento com medicamentos psico-farmaceuticos especiais. Entretanto, no caso de depressão grave, deve ser considerada a possibilidade de procurar ajuda profissional, na forma de uma psicoterapia ou tratamento com medicamentos. Em alguns casos, falar com outras pessoas em um grupo de auto-ajuda para quem tem EM também pode ser benéfico.

É importante lembrar que, após o choque inicial de ser diagnosticado com EM, e depois de, por assim dizer, se acostumar com a idéia de ter a doença, você reconquistará uma atitude positiva diante da vida e poderá ter um estilo de vida feliz e saudável.

Grupos de apoio da EM

Os grupos de apoio dirigidos por outras pessoas que também têm de conviver com a EM são uma boa forma de se envolver em uma comunidade mais ampla de pacientes com EM.Geralmente não são organizados nem conduzidos por profissionais ou médicos. São os membros do grupo que decidem quando, onde e com que freqüência se encontram.

Essas reuniões vão lhe proporcionar a oportunidade de discutir as questões médicas, psicológicas e sociais do dia-a-dia. Elas poderão ajudá-lo a saber como as outras pessoas estão lidando com problemas semelhantes aos seus: isso lhe dará uma sensação de tranqüilidade, e a consciência de que ‘você não está sozinho’ nessa sua experiência de conviver com a EM, pois estará partilhando experiências e discutindo as melhores maneiras de controlar os sintomas e obstáculos decorrentes da doença.

Fonte: http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=75

2 comentários:

  1. Meu irmão tem a doença e as vezes me pergunto se ele não é bipolar. Pois em fração de seguntos ele fica muito nervoso,bastante alterado e logo depois é carinhoso,como se nada tivesse acontecido.Me parece que ele não percebe essas alterações de humor.

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  2. Boa noite, Luciana!
    A mudança de humor dos portadores de EM realmente confunde com esse estado bipolar. Isso se dá não só pela manifestação da doença, mas também pelo uso das medicações que fazemos. Você poderá confirmar com o próprio médico que acompanha ele, pois existem tratamentos complementares que poderão ajudá-lo tanto fisicamente quanto psicologicamente a vencer esses estados de humor alterados, que na maioria das vezes se torna mais difícil para ele do que para as pessoas que estão ao seu redor. Sugiro para ele fazer fisioterapia constantemente/ou qualquer outra atividade física que seja benéfica para o seu estado e um tratamento psicológico para obtenção de uma melhor adequação da sua vida a partir de agora. Coloco essa posição devido a minha vivência com a EM, mas sempre é importante consultar o médico de sua confiança.
    Desejo que encontre o caminho para aliviar esses sintomas, e estou à disposição para compartilhar nossas experiências. Abrçs.,Alessandra

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