sábado, 3 de abril de 2010

Perguntas mais frequentes sobre EM

1. Como posso reconhecer um surto?

Um surto é a manifestação clínica da inflamação de uma área no sistema nervoso central. Pode significar o aparecimento de uma nova placa de desmielinização ou a reativação de uma placa antiga. Por definição, caracteriza-se como um novo surto o aparecimento de um novo sintoma ou sinal com duração mínima de 24 horas, espaçado do surto anterior por período mínimo de 30 dias.

Sintomas ou sinais que ocorrem em curtos períodos de tempo - menores que 24 horas, mas na maioria das vezes de minutos a poucas horas - freqüentemente associados a fatores como febre, prática de exercícios e banhos quentes, e seguidos de recuperação não devem ser considerados como novos surtos. Estes sintomas são denominados fenômenos clínicos paroxísticos.

2. Se a EM não tem cura, para quê fazer tratamento? 

O objetivo do tratamento é ajudá-lo a conviver com a EM da melhor forma possível. Atualmente há vários recursos no tratamento da EM, tais como drogas para o tratamento dos surtos ou exacerbações; estratégias para aliviar qualquer sintoma no curso da doença; medicamentos modificadores da doença cujo objetivo é prevenir a ocorrência dos surtos; intervenções de reabilitação física que irão ajudá-lo a melhorar a capacidade para desempenhar suas atividades diárias; e suporte emocional para lidar com os desafios da EM. Portanto, há bons motivos para você continuar ouvindo o seu médico.

3. Li a bula do remédio que estou tomando e ela não menciona esclerose múltipla no item “indicações”. Será que o farmacêutico cometeu algum engano? Por que o médico o prescreveu para mim? 

A maioria dos medicamentos utilizados no tratamento dos sintomas da EM (particularmente fadiga, dor e espasticidade) é utilizada como medicamentos off label. Isto significa que estes medicamentos foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para tratamento de outros sintomas ou problemas, mas não para aqueles relacionados à EM. Embora eles não tenham sido aprovados especificamente para EM, sua eficácia e segurança têm sido demonstradas através de estudos científicos. Como resultado, a bula não mencionará esclerose múltipla nas indicações dos medicamentos, e a dosagem referida (posologia) na bula poderá ser diferente daquela que o seu médico prescreveu. Portanto, você sempre deverá conversar com seu médico sobre as prescrições.

4. Recebi o diagnóstico de EM recentemente, mas todos os meus sintomas desapareceram. Existe alguma razão para que eu inicie o tratamento com a medicação injetável?

Seu médico indicará o tratamento baseado na sua história clínica, nos sintomas atuais, na freqüência e gravidade das exacerbações e nas evidências encontradas no exame físico e nos exames complementares como a ressonância magnética. Mesmo que você esteja se sentindo bem, existem evidências de que o início precoce do tratamento diminui o número de surtos e pode reduzir a incapacidade neurológica.

5. É necessário interromper o tratamento caso eu deseje engravidar?

Toda mulher que deseja engravidar deve discutir o assunto com seu médico. Há vários cuidados que devem ser tomados nesta decisão e seu médico poderá fornecer-lhe informações sobre o comportamento da doença no período gestacional e pós-parto, e o risco de danos fetais ocasionados pelos medicamentos. Dos agentes modificadores da doença atualmente em uso, o Betaferon®, o Avonex® e o Rebif® são classificados como drogas da categoria C para gravidez, indicando que a toxicidade reprodutiva ainda não foi estudada em animais ou humanos e que seu risco é desconhecido. Se você está usando uma destas drogas, deverá interromper o tratamento antes de engravidar. O Copaxone® é classificado como categoria B para gravidez, indicando que em estudos animais nenhum prejuízo fetal foi detectado.

6. Posso usar a medicação injetável enquanto estiver amamentando?

Uma vez que estes medicamentos passam para o leite materno, você não deverá utilizá-los enquanto estiver amamentando o seu bebê.

7. Por que tive um surto? Tenho usado minha medicação injetável regularmente. Não era para acabar com os surtos?

Embora estes medicamentos sejam úteis para reduzir a freqüência dos surtos, a proteção conferida não é absoluta, de modo que alguns surtos podem ocorrer mesmo durante o uso dos medicamentos. Uma expectativa realista é a de que enquanto o paciente estiver em uso da medicação apresentará menos surtos e quando os tiver, eles serão mais brandos.

8. Como posso consultar no CIEM?

O CIEM está de portas abertas para toda a sociedade sem distinção de classe econômica ou social. Para se cadastrar no CIEM e agendar sua primeira consulta entre em contato com a nossa secretaria através dos seguintes contatos:

Tel.: (31) 3248-9994

E-mail: contato@ciem.com.br

9. Dieta

Manter uma boa saúde geral é muito importante para os pacientes com EM ou outra doença crônica qualquer. Uma dieta balanceada e cuidadosamente planejada o ajudará alcançar este objetivo. Especialistas em EM recomendam a adesão dos pacientes a uma dieta com baixo teor de gordura e grande quantidade de fibras, o que é recomendado também para a população em geral.

10. Atividades Físicas

Além de ser essencial para a saúde e bem estar das pessoas, os exercícios físicos ajudam a melhorar muitos sintomas da EM.
O sedentarismo em pessoas com ou sem EM pode resultar em numerosos fatores de riscos associados a doenças cardiovasculares. Pode ainda levar a fraqueza muscular, diminuição da densidade óssea com um aumento do risco de fraturas, ineficiência respiratória e da deglutição.

Um programa de exercícios deve ser direcionado para as capacidades e limitações individuais, e deve ser ajustado para as mudanças que podem ocorrer com os sintomas da EM. É necessário um profissional para formular, supervisionar e revisar um programa de exercícios bem equilibrado. Qualquer paciente com EM que deseja iniciar um novo programa de atividade física deve antes consultar o seu médico assistente.

Os períodos dos exercícios e a duração devem ser bem programados para evitar os horários mais quentes do dia e prevenir a fadiga excessiva. Um bom programa de exercícios físicos pode ajudar a desenvolver o potencial muscular máximo, melhorar a capacidade respiratória e prevenir complicações secundárias. Além de melhorar o condicionamento físico a atividade física regular proporciona uma agradável sensação de bem-estar.

Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=125

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