sábado, 24 de abril de 2010

Serviços públicos e direitos

Previdência Auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio LOAS, contribuição de autônomo e outros.

Disque-Previdência: 0800 78 01 91 - www.previdenciasocial.gov.br



Legislação:

Direitos e Benefícios: CEDIPOD

E-mail: info@cedipod.org.br



Secretaria de Saúde:

Telefone: (11) 3066-8000 / 3066-8441 - www.saude.gov.br



Isenção de IPTU e taxas de limpeza pública:

Rua Brigadeiro Tobias, 691 - Luz - Fone: (11) 5574-5011 / 3225-5456

=

Alteração na data de vencimento de água, luz e gás:Água: 0800 11 99 11

Luz : 120 ou 569-3400

Gás : 0800 11 01 97

=

Aquisição gratuita de equipamentos - Reabilitação social:

PRODEF - Tel: (11) 5574-6211 ramal 180

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Financiamento de equipamentos e adaptações: www.nossacaixa.com.br



Auto-Escola Especializada:

Javarotti - (11) 5539-5800/ 5539-6557 - E-mail: autoescolajavarotti@bol.com.br



Cursos Gratuitos:

Informática: Victor Sapienza - Tel: (11) 6221-7313 / 6221-8775

Confeitaria e outros. Centro de Educação Comunitária para o Trabalho/ Senac-SP - Tel: (11) 6191-5151

=

Hotéis, Restaurantes, Teatros, Cinema, Museus, Shows - adaptados:

Embratur: cade-sp@embratur.gov.br



Cultura, Literatura, Museus e Música: www.embratur.gov.br



TRE - Seções Especiais:

Telefone: (11) 3277-1033 - Facilite seu voto e transfira sua seção

=

CEAPPD - Conselho Estadual para Assuntos das Pessoas Portadoras de Deficiência do Estado de São Paulo:

Telefone: (11) 3337-7862 - E-mail: ceappd@ieg.com.br



Centros de Referência para Tratamento da Esclerose Multipla

=

CATEM - Centro de Atendimento e tratamento da EMSetor de Neurologia da Santa Casa de misericórdia de São Paulo

Cordenador: Dr. Charles Peter Tilbery

Dias de atendimento: 2ª, 4ª e 6ª feirasdas 8:00 às 10:00 horas

Rua Dr. Cesário Motta, 112 - 6º andar - Prédio Conde de Lara

Obs.: favor levar carta de encaminhamento do seu médicoObs.:

Sujeito a lista de espera

=

Escola Paulista de MedicinaDepto. NeuromuscularCordenadores Dr. Alberto Alain Gabbai

Dias de atendimento: 2ª feiras das 8:00 às 12:00 horas e 3ª feiras das 13:00 às 17:00 horas

Rua Pedro de Toledo, 377 - zona

Fone: 5571-3324

Obs.: Sujeito a lista de espera

=

Hospital das Clínicas - USP Ambulatório

Esclerose Multipla

Cordenador: Dr. Dagoberto Callegaro

Dias de atendimento: 2ª e 4ª feiras das 8:00 às 13:00 horas

Av. Eneas de Carvalho Aguiar, 255 - 6º andar - zona

Fone: 3069-6341 / 3069-6401

Obs.: Sujeito a lista de espera

Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/conteudo.php?ct=44

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Yoga e exercício melhoram fadiga

Yoga e exercício são igualmente eficazes na melhora dos sintomas da fadiga em pacientes com esclerose múltipla (EM) de acordo com um estudo randomizado publicado na conceituada revista Neurology.

Além da qualidade de vida, fadiga e humor, existe um grande número de alterações cognitivas na EM que podem sofrer um impacto pela yoga ou atividade física”, escreveu o médico Barry S. Oken da Oregon Health & Sciense University de Portland nos Estados Unidos. Os investigatores randomizaram 69 sujeitos com EM clinicamente definida e com EDSS menor ou igual a 6,0 para um de três grupos: prática de yoga semanalmente, exercício semanal utilizando bicicleta ou um grupo controle de lista de espera. Dos 69 pacientes, 12 sujeitos não completaram o sexto mês de estudo. Não houve nenhum evento adverso nos grupos com intervenção ativa. Em relação à bateria de medidas cognitivas orientadas para atenção, nenhuma intervenção ativa foi associada com melhora significativa. Ambas intervenções ativas (yoga e exercício), comparadas com o grupo controle, produziram melhora nas medidas secundárias de fadiga, incluindo o escore de energia e fadiga (vitalidade) no SF-36 e a fadiga geral no Inventário de Fadiga Multi-dimensional (MFI). Não ocorreram mudanças claras no humor relacionadas à yoga ou exercício, baseadas no Inventário do Perfil de Estados do Humor e Ansiedade. “Apesar de existirem alegações que a yoga possa afetar o processo da doença na EM, este estudo de seis meses não foi desenhado para determinar se a yoga poderia ter algum impacto sobre o processo da doença”, escreveram os autores. A ausência de efeitos estatisticamente significativos sobre o humor e alterações cognitivas precisa ser cuidadosamente interpretada, permanecendo aberta para futuras investigações. Há possibilidade que melhora do humor possa contribuir para melhora na qualidade de vida e fadiga. Oken BS et al. Randomized controlled trial of yoga and exercise in multiple sclerosis. Neurology 2004;62:2058-64

Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=7

sábado, 3 de abril de 2010

Entidades no Brasil e Internacionais de EM

Entidade Brasileira

Associação Brasileira de Esclerose Múltipla - ABEM

Av. Indianópolis, 2752 - Indianópolis

São Paulo/SP - CEP 04062-003 - Brasil

Tel.: (11) 5587-6050 Fax.: (11) 5581-9233

Desde 1995, Suely Berner assumiu a superintendência da ABEM. Em sua gestão a sede da entidade foi transferida para o atual endereço da Av.Indianópolis e os serviços da associação foram totalmente reestruturados. Criou-se o Centro de Neuro-Reabilitação - hoje com 4 médicos e 9 terapias e o Centro de Convivência, onde portadores de EM e familiares participam das oficinas de arte e artesanato. O número de pessoas com EM também aumentou consideravelmente; de 19 pacientes (em 1995) passamos para 510 em 2005, sendo mais de 2.000 atendimentos por mês e mais de 6.000 portadores cadastrados. Os serviços da ABEM, por intervenção da atual gestora, passaram a ser auditados e possuem o certificado ISO9001-2000.

Entidades Internacionais

Multiple Sklerose Gesellschaft Wien

http://www.ms-ges.or.at/

0 - 0

Áustria, IT

MS Australia

http://www.msaustralia.org.au/

0 - 0

Austrália, IT

Nstc Belga

http://www.ms-sep.be/

0 - 0

Bélgica , IT

Multiple Sclerosis Society of Canada

http://www.mssoc.ca/

0 - 0

Canadá, IT

Associazione Italiana Sclerosi Multipla Italian MS Society

http://www.aism.it/

0 - 0

Italia, IT

Sociedade Portuguesa de Esclerose Multipla

http://www.spem.org/

0 - 0

Portugal, IT

SW-WF

http://www.multiplesklerose.ch/

0 - 0

Suiça, IT

The National Multiple Sclerosis Society

http://www.nationalmssociety.org/site/PageServer?p

0 - 0

Estados Unidos, IT

Multiple Sclerosis Assotiation

http://www.nationalmssociety.org/site/PageServer?p

0 - 0

Estados Unidos, IT

The Multiple Sclerosis Association of America

http://www.msaa.com/

0 - 0

Estados Unidos, IT

The Multiple Sclerosis International Federation

http://www.msif.org/language_choice.html

0 - 0

Estados Unidos, IT

The European MS Platform

http://www.ms-in-europe.org/news/

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Europa, IT

Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/associados_nacionais.php

Tratamento

Qual o tratamento para a Esclerose Múltipla?

O tratamento adequado para a Esclerose Múltipla começa por manter um bom estado de saúde geral, prosseguir uma vida ativa, uma alimentação equilibrada, repouso suficiente, de modo a sentir-se bem, mantendo a forma física e psíquica.

É também fundamental um programa de exercícios e ginástica muscular, na medida em que, ajuda os doentes a recuperarem dos surtos e a diminuir a tensão muscular. Exercícios de treino do equilíbrio, podem ajudar os doentes a tornarem-se mais auto-confiantes.

Em virtude da evolução da Esclerose Múltipla ser imprevisível as necessidades e as capacidades variam, assim uma reavaliação médica periódica é fundamental. Os medicamentos são também imprescindíveis, nomeadamente os relaxantes musculares, pois permitem reduzir a tensão dos músculos e melhorar os movimentos. Nos últimos anos utilizam-se diversos fármacos que actuam no sistema imunitário, chamados imunomoduladores, como os Interferões-beta e o acetato de glatiramero, entre outros, que ajudam a modificar a alteração da doença.

Para além das consequências e limitações a nível físico, inerentes à doença, são também muitas as psicológicas, para o doente e consequentemente, para o cuidador, depressões e ansiedade são as mais frequentes. O grau de dependência que a Esclerose Múltipla desencadeia, assim como as mudanças comportamentais da doença, são factores que esgotam bastante os familiares e cuidadores do doente de Esclerose Múltipla, levando muitas vezes a situações de solidão absoluta. De registar que a taxa de divórcios em famílias em que um dos cônjuges é doente é bastante elevada. Neste sentido a psicoterapia individual e de grupo, assim como o aconselhamento, ajudam bastante para enfrentar todas as limitações causadas pela doença.

Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/conteudo.php?ct=12

A Acumputura busca tratar o paciente como um todo

A acupuntura está livre do estigma que a cercou no Ocidente: o de terapia alternativa apenas para o alívio das dores. Reconhecida como especialidade médica, as agulhas já são usadas com efi cácia no tratamento de inúmeros males - de hipertensão e diabetes até demências e câncer

Provar que o toque das agulhas é capaz de excitar as células nervosas da pele, atingir o Sistema Nervoso Central (SNC) e estimular o cérebro a produzir analgésicos e antiinflamatórios naturais foi fácil. Afinal, o princípio é muito semelhante ao da massagem (com agulhadas no lugar do vaivém das mãos) e favorece a liberação de substâncias capazes de aliviar as tensões musculares, as dores e de promover o bem-estar geral. Basta uma sessão de acupuntura, aliás, para atestar esse benefício na prática. A medicina chinesa enxerga o corpo de uma forma muito diferente dos ocidentais. Imagine o organismo humano como um televisor: enquanto o Ocidente se especializou na manutenção do aparelho e na substituição de peças avariadas, os orientais sempre olharam com atenção a energia que move o mecanismo. Para eles, corrente regulada significa aparelho funcionando bem. Já uma rede com níveis baixos ou elevados de energia fazem o aparelho funcionar mal. A acupuntura vem colecionando ao longo dos anos provas científicas do seu poder terapêutico. Na década de 80, após 25 anos de pesquisas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou o documento Acupuncture: review and analysis of reports on controlled clinical trials, no qual expõe os resultados destes estudos. Neste estudo, que foi atualizado em 2002, é analisada a eficácia das agulhas em comparação ao tratamento convencional para mais de 200 doenças ou sintomas. Há uma lista com 41 doenças em que a técnica resolveu mais de 30% dos casos ou foi até mais eficaz do que os remédios.
 
Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=15

Questões Sexuais na Esclerose Múltipla

As disfunções sexuais são distúrbios muito freqüentes, e que acarretam importante impacto na qualidade de vida das pessoas. Acometem entre 20 e 51% de homens e 15 a 43% das mulheres na população geral. Em portadores de EM, a ocorrência é ainda maior, estando presente em 70 a 90% dos homens e 55 a 75% das mulheres.

MECANISMOS NEUROLÓGICOS DA FUNÇÃO SEXUAL O controle da sexualidade é realizado através de determinados centros cerebrais, que recebem informações dos órgãos dos sentidos e de regiões límbicas (relacionadas com a emoção), enviando estímulos para os centros medulares, que, por sua vez, controlam os órgãos efetores da resposta sexual. De modo geral, a libido e o comportamento sexual dependem de fatores psicológicos e da função dos centros cerebrais, enquanto a integridade da medula espinal e dos nervos periféricos é fundamental para a resposta sexual normal. Na medula, existem dois centros responsáveis pela resposta sexual: um centro situado na transição entre a medula torácica e a lombar, formado por neurônios simpáticos, e outro situado na medula sacral, formado por neurônios sensitivos, motores e parassimpáticos. No homem, a ereção depende dos dois centros: o simpático, responsável pela chamada ereção psicogênica, e o parassimpático, responsável pela ereção reflexa. A ejaculação depende fundamentalmente do centro simpático, e, consequentemente, dos centros cerebrais. Na mulher, de forma semelhante, o comportamento sexual e o aumento da sensibilidade nos órgãos genitais podem ser provocados por fatores emocionais ou por estimulação das zonas erógenas. Dessa forma, aumenta o fluxo sanguíneo vaginal, provocando lubrificação e ereção do clitóris. TIPOS DE DISFUNÇÕES SEXUAIS As disfunções sexuais na EM podem ser divididas em primárias (resultado direto de lesões neurológicas relacionadas ao sistema genital), secundárias (resultado de sintomas não relacionados diretamente com o sistema genital) ou terciárias (resultado de problemas culturais e psicosociais relacionados à doença e que, de alguma forma, interferem com a função sexual). Essa divisão é apenas didática, pois é muito comum encontrarmos pessoas com mais de um tipo de disfunção associados. As disfunções primárias mais comuns são a diminuição ou perda da libido, sensibilidade diminuída nos órgãos genitais, dores ou parestesias nos órgãos genitais, e dificuldade em atingir o orgasmo. Entre os homens, devemos destacar a disfunção erétil (que acomete entre 60 e 80% dos homens com esclerose múltipla, tem origem em lesões medulares, mas está muito relacionada com fatores psicológicos) e a diminuição de força e/ou frequência das ejaculações. Nas mulheres, as disfunções primárias mais comuns são a diminuição ou perda da lubrificação vaginal, a redução do tônus muscular vaginal e a diminuição da ingurgitação do clitóris. Entre as disfunções secundárias, destacamos a espasticidade (principalmente em membros inferiores), fadiga, fraqueza muscular, incontinência urinária e/ou fecal, dores e parestesias, tremores, distúrbios de atenção e concentração e alterações comportamentais. As disfunções terciárias se relacionam principalmente com o impacto da doença sobre a auto-estima, vida pessoal, profissional e social, podendo levar a problemas emocionais, que interferem com a sexualidade, além do impacto da doença sobre o parceiro, principalmente quando ele se torna o cuidador. TRATAMENTO DAS DISFUNÇÕES SEXUAIS O tratamento é indicado de acordo com cada caso. Na disfunção erétil, o tratamento de escolha atual são os inibidores da fosfodiesterase 5 (sildenafil, vardenafil, taladafil), de ação local, seguros e práticos, de administração oral. Podem ser utilizados também a apomorfina (via oral), papaverina (intracavernosa), alprostadil (intracavernoso ou na forma de pellets intrauretrais), bombas de vácuo e próteses. No ressecamento vaginal, orienta-se para a estimulação dos órgãos genitais, além da utilização de lubrificantes vaginais não irritativos. Em casos de fraqueza da musculatura do assoalho pélvico, indica-se fisioterapia. Para espasticidade, orientamos a exploração de posições confortáveis e prazerosas, e, quando necessário, podem ser utilizados relaxantes musculares (baclofeno, e toxina botulínica). Pacientes com fadiga podem programar relações sexuais para o período do dia no qual o sintoma é menos intenso (na maioria dos casos, pela manhã), além de fisioterapia e medicamentos (amantadina, pemolina etc). Na incontinência urinária, o paciente é orientado para realizar o esvaziamento da bexiga antes do ato sexual (se necessário, com o uso da cateterização intermitente) e, eventualmente, medicamentos (oxibutinina, amitriptilina, etc). Em pessoas com dores e/ou parestesias, podem ser utilizados alguns medicamentos (amitriptilina, carbamazepina, gabapentina), mas com critério, pois quase todos interferem diretamente com a função sexual. Em qualquer caso de disfunção sexual, são fundamentais conversas francas entre o casal sobre as dificuldades de cada um, com vistas a melhorar a satisfação sexual de ambos. Assim, há a possibilidade de se programar as relações, permitindo a preparação anterior dos parceiros e do ambiente, de modo a minimizar os impactos da doença sobre o ato sexual. Além disso, é importante falar abertamente sobre eventuais problemas sexuais com o médico, e, em muitos casos, o acompanhamento com psicólogo ou terapeuta sexual é indispensável. A EM não afeta diretamente a fertilidade de homens e mulheres, portanto o planejamento familiar deve ser considerado, inclusive com a utilização de métodos contraceptivos. Mulheres que desejam engravidar devem conversar com seu médico sobre os efeitos teratogênicos dos medicamentos.
 
Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=17

Problemas de memória

Formas simples de compensar problemas de memória:

Mantenha um diário ou agenda. Tome notas e faça uma lista das coisas a fazer em determinado sítio. Risque-as consoante as for fazendo. Adquira o hábito de consultar o diário numa rotina fica, por exemplo à mesma hora todas as manhãs e de novo à noite para fazer a agenda do dia seguinte

Quando fizer ou receber um telefonema, tome nota do dia, da hora, do nome da pessoas com que falou e do assunto.

Coloque uma calendário familiar num local de bastante passagem na casa, por exemplo na porta do frigorífico, em que toda a gente em casa escreva os seus compromissos. Vá riscando os que estiverem cumpridos.

Use um relógio de pulso com alarme e utilize-o para recordá-lo dos seus afazeres. Isto é especialmente útil para pessoas que precisam de tomar medicamentos com períodos de tempo certos.

Dispositivos eletrônicos como as agendas eletrônicas são muito úteis para organizar o seu dias e tomar nota de números de telefone e moradas. Pode ainda experimentar outras opções, como organizador de cartões de visita ou computadores portáteis.

Mantenha as coisas importante num sítio definido. Mantenha o diário ou agenda na mesinha de cabeceira ou perto do telefone, as chaves numa gaveta em particular ou num gancho perto da porta. Consistência e rotina facilitam a recordação de onde estão as coisas.

Tente manter a calma quando a memória falha. “É normal ficar tenso ou sentir-se frustrado se se esquecer de algo ou perder algo, mas quando isso acontece, está a mudar do modo “solucionador” de problemas para o “complicador”, realça o médico Nicholas LaRocca.

Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=64

Uma esperança para os portadores de esclerose múltipla

Cientistas conseguiram identificar os genes de doenças que atacam as células de defesa do organismo. A descoberta pode facilitar a prevenção das chamadas doenças auto-imunes e foi apresentada no Rio, em um congresso de pesquisadores de 77 países.

Luzia Trindade sofre de esclerose múltipla há 24 anos, já passou longas temporadas em cadeira de rodas. Há muito, uma idéia a atormenta. “É com relação aos meus filhos. Até hoje a ciência não me deu certeza absoluta se eles poderiam ou não desenvolver essa doença daqui a algum tempo”, se questiona a presidente da Associação de Pacientes de Esclerose Múltipla.

Já é possível, sim, saber se os filhos herdaram ou não o mal. A novidade está sendo apresentada em um congresso no Rio. Um grupo de cientistas estrangeiros identificou todos os gens, mais de uma centena, que podem estar associados às doenças auto-imunes, aquelas em que as células atacam o próprio organismo, como a esclerose múltipla - que é a perda de função dos nervos; o diabetes, o aumento de açúcar no sangue; e o lupus, que é a inflamação grave de qualquer parte do organismo.

“Eu sou capaz de determinar para este indivíduo qual é o grau de gravidade da doença, qual a velocidade que ela vai aparecer e quais são os órgãos que serão afetados e conseqüentemente atrasar o aparecimento da doença, ou muitas vezes impedi-lo completamente”, afirma Luiz Vicente Rizzo, coordenador de estudos imunológicos – USP.

No congresso, vai ser mostrado também que a ciência médica não tem mais dúvidas: são cinco os grande vilões provocadores das doenças auto-imunes: a genética, a poluição do ar, a má alimentação, os remédios tomados sem receitas médicas e o stress.

Pelo menos um desses vilões pode ser combatido facilmente. Uma hora de exercício físico por dia e o stress está sob controle. Palavra de cientista.

Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=117

Incapacidade física e progressão da Esclerose Múltipla

Pacientes com esclerose múltipla que mantém uma incapacidade física pequena por um longo tempo de doença têm menor probabilidade que sua doença progrida.

Pesquisadores da Mayo Clinic (Estados Unidos) concluíram que indivíduos com esclerose múltipla que mantém uma incapacidade física pequena por um longo período de tempo (cerca de 10 anos) têm menor chance de progressão da sua doença.

Contudo, os investigadores alertam que não existe nenhuma maneira de predizer se um determinado paciente apresentará um curso benigno (evolução melhor) da esclerose múltipla no momento do diagnóstico.

Baseados neste estudo, os investigadores sugeriram que um paciente com esclerose múltipla com uma evolução mais benigna é aquele que tem a doença por cerca de 10 anos ou mais e que mantém um EDSS (escala de incapacidade) igual ou menor que 2,0 (ou seja, apresenta uma incapacidade física leve).

Portanto, as drogas imunomoduladoras (interferons e o acetato de glatirâmer) aprovadas pelo Ministério da Saúde sob a orientação do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa da Esclerose Múltipla (BCTRIMS) devem ser iniciadas assim que o diagnóstico definido da esclerose múltipla tiver sido realizado. Isto porque no momento do diagnóstico – e por mais alguns anos – é impossível sabermos se a doença terá um curso mais benigno ou será mais agressiva.

Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=119

Pesquisas em andamento

1. Que fatores fazem com que a EM seja mais benigna em algumas pessoas?

Os Drs. Marco Aurélio Lana e Marcos Moreira trabalham na análise de um grande banco de dados de vários centros de tratamento da esclerose múltipla no Brasil, incluindo o CIEM, o Hospital das Clínicas de São Paulo e os Centros de Esclerose Múltipla da Universidade do Estado de São Paulo em Botucatu e em Sorocaba. Esta análise vai permitir conhecer como a esclerose múltipla evolui num determinado portador durante os anos da doença. Isto pode significar que fatores como idade ao início da doença, sexo, o sintoma inicial da doença, o número de surtos, os intervalos entre os surtos, etc, podem sinalizar maior ou menor benignidade da doença. Os resultados desta importante pesquisa poderão contribuir para a escolha de formas diferenciadas de tratamento em diferentes pessoas.

2. O impacto das alterações visuais na vida dos portadores de esclerose múltipla

Está em andamento no CIEM um estudo que avalia as funções visuais nos portadores de esclerose múltipla e tem o objetivo de detectar as possíveis alterações visuais e o seu impacto na qualidade de vida dos pacientes. Neste estudo, os pacientes se submetem a uma avaliação neuro-oftalmológica, inclusive com a realização de alguns exames de função visual complementares. Esta pesquisa faz parte do projeto de doutorado da Dra. Carolina Araújo e do Dr. Luciano Simão. Este estudo irá contribuir para a detecção das deficiências visuais nos portadores de EM com possíveis implicações preventivas e terapêuticas precoces.

3. Musicoterapia no tratamento da esclerose múltipla

Vem sendo desenvolvido junto à equipe de profissionais e pesquisadores do CIEM um projeto de pesquisa em musicoterapia de grupo na qualidade de vida funcional do paciente portador de esclerose múltipla incluindo as funções visuais. A equipe de atendimento é formada pelas musicoterapeutas Cybelle Loureiro, Shirlene Moreira, pela fisioterapeuta Aline Veiga Loureiro e participação da aluna estagiaria Vanessa Medina. A musicoterapia tem por objetivo auxiliar o portador de esclerose múltiplano desempenho de suas atividades da vida diária, sociais e bem-estar emocional.Possui um conjunto de métodos e técnicas baseadas em evidencias cientificas e que são dirigidas às necessidades de reabilitação do paciente. As atividades musicais e instrumentais são adaptadas de acordo com a dificuldade de cada paciente. As técnicas musicoterapêuticas utilizadas foram criteriosamente selecionadas para ativar a memória, reação imediata, atenção e concentração. São utilizados estímulos auditivos, musicais e sinestésicos para explorar, melhorar a auto-imagem e sentimento de competência do paciente em se mover com confiança, conforto, de forma realística e controlada. Outros esforços buscam promover comportamentos sensíveis de mudanças na auto-estima e auto-confiança através do envolvimento ativo dos pacientes com a música.

Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=120

Alimentação

Seguir uma boa dieta é importante para qualquer um e isto inclui as pessoas com EM.

Já faz muitos anos que os pesquisadores perceberam uma relação entre a ocorrência da EM e os hábitos alimentares de certas populações. Detectou-se que a doença ocorre com maior freqüência em populações que consomem animais e produtos de origem animal; o peixe, porém, parece ter um efeito protetor.

Estudos bioquímicos levaram os pesquisadores a sugerir que todas as ‘substâncias mensageiras’ responsáveis pela reação imune equivocada característica da EM se formam a partir do ácido araquidônico, um dos múltiplos ácidos graxos insaturados. Essa substância promove inflamação e é encontrada principalmente em alimentos de origem animal, como a carne, a gema de ovo, a gordura do leite e a manteiga.

Os alimentos vegetais, porém, não contêm essa substância. Os óleos vegetais como o ácido linoléico gama e mesmo os óleos de peixe podem inibir a formação de agentes inflamatórios.

Com base nesse conceito, os principais objetivos em termos de alimentação para as pessoas que precisam conviver com a EM deverão ser o de reduzir a quantidade de ácido araquidônico presente no organismo (aumentando a ingestão de verduras e legumes) e o de diminuir a formação de substâncias inflamatórias, consumindo, por exemplo, óleos de peixe.

Seguem algumas sugestões sobre rotinas alimentares. Não se esqueça, porém, de que elas são apenas considerações gerais, e que cada indivíduo tem as suas próprias necessidades. Consulte sempre o seu médico para saber o que é mais adequado para a sua saúde.

Recomendações alimentares:

_ Consumir calorias em quantidade suficiente, mas não excessiva. É aconselhável atingir e manter um ‘peso normal’;

_ Consumir cerca de 50 a 80 g de proteína por dia. É aconselhável obter a maior parte dessa quantidade a partir de alimentos vegetais com alto conteúdo de proteína, como o tofu, ou saborosas combinações de proteínas como batatas com casca e soro de leite, leite de arroz e musli (mistura de cereais e frutas secas);

_ Reduzir consideravelmente o consumo de gorduras saturadas, duras, industrialmente fabricadas, e gorduras de origem animal. Tomar um cuidado especial com as gorduras ‘ocultas’ em alimentos como o chocolate, doces e sorvetes;

_ Consumir de quatro até um máximo de dez colheres de chá (20 a 50 g) de óleo ‘bom’, que contém um grande número de ácidos graxos insaturados múltiplos, como o óleo de soja, o de germe de trigo e o de linhaça. Esses óleos fornecerão uma quantidade suficiente de ácidos graxos, parcialmente essenciais, insaturados múltiplos;

_ O consumo diário de suplementos de óleo de peixe pode influenciar favoravelmente o controle da EM, embora não haja até o momento uma comprovação absoluta desse fato. Não há dúvida, porém, do alto valor dos alimentos à base de peixe sob o ponto de vista alimentar e fisiológico, especialmente porque os peixes de água salgada possuem uma alta porcentagem de ácidos graxos insaturados múltiplos e de proteína de alta qualidade;

_ A porcentagem de açúcar nos carboidratos consumidos deve ser baixa. Prefira produtos de trigo não-refinados, como a farinha e o farelo de trigo integral, o pão de trigo integral, o arroz integral e a aveia;

_ Aumente a porcentagem de fibras em sua alimentação, consumindo mais frutas, legumes e saladas.

_ Vá reduzindo gradativamente o consumo de alimentos de origem animal até restringi-lo para apenas duas ou três vezes por semana; além disso, limite-se à carne mais magra possível, ou substitua-a por peixe. É bom também evitar as lingüiças, já que a maioria de suas variedades contém um alto teor de gordura oculta; e

- Sempre que possível, restrinja sua dieta a alimentos naturais e de alta qualidade. Os alimentos processados devem ser consumidos apenas de vez em quando.

_ Caso você sofra de osteoporose ou esteja em risco de adquiri-la (inatividade, tratamento com cortisona), não deixe de tomar vitamina D e um suplemento de potássio. Os exercícios físicos regulares também reduzem a possibilidade de adquirir a doença.

Substâncias que provocam dependência

Até o presente momento, não há indícios de que o álcool e o fumo tenham efeitos negativos no curso a longo prazo da EM.

Contudo, há provas suficientes sobre os riscos gerais à saúde atribuídos ao álcool e ao fumo, embora uma taça de vinho ou cerveja ocasional junto com as refeições ou com os amigos não deve ser descartada! Entretanto, as pessoas que administram medicamentos devem perguntar aos seus médicos se podem ingerir bebidas alcoólicas. Observe também que o álcool pode aumentar a fadiga e aumentar os problemas de equilíbrio e da bexiga. É melhor conversar sobre todos estes assuntos com um médico ou consultor de saúde.

Fonte: http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=74

Mudanças de humor e depressão

Além dos sintomas fisiológicos da EM, a doença tem efeitos mais difíceis de se atingirem na constituição psicológica de uma pessoa. A negação (recusa a acreditar que isso possa ser possível), ansiedade, medo, raiva, sentimento de culpa, lamentação e mudanças bruscas de humor são as emoções típicas associadas à doença.

As dificuldades cognitivas (na maioria dos casos, é pequena) têm sua origem no processo característico da EM. Elas incluem a redução da competência intelectual, que pode ser expressa na forma de aumento do esquecimento, concentração perturbada ou diminuição da atenção. Há também os fatores de estresse que podem afetar as pessoas e que resultam da EM: a incerteza sobre o diagnóstico, o curso imprevisível da doença e os sintomas “ocultos”, como a fadiga e a fraqueza.

Há também os fatores de estresse que podem afetar as pessoas e que resultam da EM: a incerteza sobre o diagnóstico, o curso imprevisível da doença e os sintomas “ocultos”, como a fadiga e a fraqueza.

Como lidar com a depressão

As pessoas com EM têm predisposição à depressão e isto é geralmente o resultado das mudanças inflamatórias no sistema nervoso.

A depressão também pode ser uma reação à mudança no estilo de vida que a EM exige ou pode ser um efeito colateral da medicação. Por causa disto, é importante reconhecer quaisquer mudanças de humor no estágio inicial e diagnosticá-las adequadamente.

O apoio dos parceiros, da família ou amigos ajudará a pessoa com EM a superar a depressão leve. Em algumas circunstâncias, pode ser adequado o tratamento com medicamentos psico-farmaceuticos especiais. Entretanto, no caso de depressão grave, deve ser considerada a possibilidade de procurar ajuda profissional, na forma de uma psicoterapia ou tratamento com medicamentos. Em alguns casos, falar com outras pessoas em um grupo de auto-ajuda para quem tem EM também pode ser benéfico.

É importante lembrar que, após o choque inicial de ser diagnosticado com EM, e depois de, por assim dizer, se acostumar com a idéia de ter a doença, você reconquistará uma atitude positiva diante da vida e poderá ter um estilo de vida feliz e saudável.

Grupos de apoio da EM

Os grupos de apoio dirigidos por outras pessoas que também têm de conviver com a EM são uma boa forma de se envolver em uma comunidade mais ampla de pacientes com EM.Geralmente não são organizados nem conduzidos por profissionais ou médicos. São os membros do grupo que decidem quando, onde e com que freqüência se encontram.

Essas reuniões vão lhe proporcionar a oportunidade de discutir as questões médicas, psicológicas e sociais do dia-a-dia. Elas poderão ajudá-lo a saber como as outras pessoas estão lidando com problemas semelhantes aos seus: isso lhe dará uma sensação de tranqüilidade, e a consciência de que ‘você não está sozinho’ nessa sua experiência de conviver com a EM, pois estará partilhando experiências e discutindo as melhores maneiras de controlar os sintomas e obstáculos decorrentes da doença.

Fonte: http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=75

Bons efeitos da ginástica

OS BONS EFEITOS DA GINÁSTICA ULTRAPASSAM A BARREIRA DOS MÚSCULOS. ELA É A NOVA APOSTA DA MEDICINA PARA MANTER OS NEURÔNIOS JOVENS E ATIVOS, AGUÇAR A MEMÓRIA E MELHORAR A CAPACIDADE DE RESOLVER PROBLEMAS.

Você já testemunhou uma autêntica revolução no conhecimento humano, com resultados imediatos na sua vida cotidiana? É isso o que a ciência está agora oferecendo. Explica-se. Ao contrário do que foi ensinado durante os últimos 100 anos, os neurônios (células nervosas do cérebro) não se perdem irremediavelmente com a passagem do tempo, impondo falhas à memória e dificuldades no aprendizado. Limpe tudo isso da mente. Os especialistas hoje provam que o cérebro de uma pessoa adulta fabrica novas células para repor peças desgastadas e pode se manter jovem, melhorando a capacidade de resolver problemas - ou seja, aprimorando a inteligência. E o gatilho para essas mudanças, segundo os mais recentes estudos de neurologia, está em uma receita simples: a atividade física.

Um desses trabalhos acaba de ser publicado nos Estados Unidos. O pesquisador Charles Hillman, da Universidade de Illinois, avaliou o desempenho na escola e a performance física de 259 estudantes das primeiras séries equivalentes ao nosso ensino fundamental. Eles foram submetidos ao mesmo protocolo de treinos físicos e a resposta do organismo à carga de atividades foi medida. Depois, as crianças passaram por uma bateria de provas, com direito a intervalos a cada 40 minutos. Os alunos que tiraram as melhores notas em matemática e leitura foram aqueles que se empenharam e se saíram bem nos exercícios. De acordo com Hillman, são necessários mais estudos para compreender o efeito deles sobre os alunos. Mas o cientista já tem seus argumentos: a atividade física, particularmente a aeróbica (como ginástica e ciclismo), modifica as funções relacionadas à aprendizagem e estimula os impulsos elétricos do cérebro. É possível também que os estudantes tenham se sentido motivados quando fizeram os exercícios. E quem cumpre uma tarefa com ânimo tem, de fato, melhores resultados.

Há alguns anos os cientistas vêm apontando uma associação entre a malhação e a saúde do cérebro. Não se sabia, porém, quais mecanismos estavam envolvidos nessa relação. Um estudo de 1998 abriu novos campos para a neurociência, impulsionando mais pesquisas sobre o funcionamento cerebral. Naquele ano comprovou-se a produção de neurônios no encéfalo de adultos. “Descobriu-se que eles surgem a partir de células-tronco armazenadas em regiões específicas. Essas estruturas se transformam em neurônios que regeneram o cérebro. Trata-se de um marco que permite uma nova visão do envelhecimento”, diz o neurocientista Cícero Galli Coimbra, chefe do laboratório de Neuropatologia e Neuroproteção da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Descobriu-se que a proteína BDNF melhora a performance cerebral.

A revelação deu origem a muitos outros trabalhos científicos que procuravam explicar de que modo seria possível estimular a reposição dos neurônios avariados. Um dos caminhos escolhidos foi investigar melhor o que se passava com o corpo quando submetido a exercícios. E o que se viu é que os benefícios vão além do desejado aumento no volume de músculos, da redução da flacidez e da proteção contra doenças cardiovasculares. A atividade física promove uma espécie de chacoalhão que deixa o cérebro muito mais ativo. O uso de sofisticados exames de imagem revelou que, sob efeito da ginástica, há atividade mais intensa no hipocampo, região associada à memória e aprendizagem. Experimentos com ratos apontaram outras novidades: a prática regular de exercícios contribuía para a transformação em neurônios de células-tronco preservadas no ventrículo, uma das partes do hipocampo.

Os especialistas acreditam que o desenvolvimento de novas células nervosas é fruto de um processo que envolve a melhora da comunicação entre as células (algo estimulado pela maior irrigação sangüínea proporcionada pelos exercícios), e muitas outras reações químicas. A principal delas é a elevação da produção de uma proteína chamada BDNF, espécie de tonificante das células nervosas. A presença dessa substância aumenta no cérebro quando o corpo é exercitado. “O BDNF é normalmente fabricado pelos neurônios, mas seus níveis já sobem sob efeito de uma única sessão de exercícios”, diz o neurofisiologista Ricardo Arida, do Laboratório de Fisiologia do Exercício da Unifesp. Pesquisas conduzidas pelo neurocientista Fernando Gómez-Pinilla, da Universidade da Califórnia (Ucla), comprovam que o BDNF é, até o momento, a mais importante chave bioquímica que prepara a mente para novos conhecimentos. Em experiências com ratos, ele separou dois grupos para serem submetidos a exercícios, numa roda, e a testes de aprendizado. Com a atividade, o nível da proteína subiu em todos os animais, mas em parte deles Gómez-Pinilla utilizou uma droga para bloquear o BDNF. Em seguida, o especialista escondeu um objeto e estimulou os ratos a localizá- lo. As cobaias que não receberam o remédio o encontraram rapidamente, demonstrando esperteza. As demais nem sequer se aproximaram do alvo.

Por que a maior ativação do BDNF está ligada à melhora da performance cerebral? “Ele tem a capacidade de modular a comunicação entre as células nervosas. Quanto mais BDNF, mais aguçado esse processo”, disse Gómez-Pinilla a ISTOÉ. A comunicação, também chamada de sinapse, é a via pela qual se conduzem todos os aprendizados. Mas não é só isso. Para Sidarta Ribeiro, do Instituto de Neurociências de Natal, no Rio Grande do Norte, sua ação aguça a atenção e a percepção. Além disso, a substância tem um fundamental papel de regenerador do cérebro. “O aumento das taxas de BDNF acelera a especialização das células-tronco em neurônios. Ao longo do trajeto, eles irão refazer circuitos danificados pela morte dos seus antecessores“, diz Ribeiro. Não é à toa, portanto, que o psiquiatra americano John Ratey, da Universidade de Harvard, apelidou a substância de “o miraculoso estimulante do cérebro”. Ele sabe do que fala. Há anos o médico estuda o programa de atividades esportivas e recreativas dado às crianças americanas nas escolas públicas. Ratey observou que alunos com dificuldades nas habilidades verbais melhoraram depois que passaram a se exercitar. Por isso, ele concede tanto cartaz ao BDNF, até então um ilustre desconhecido do público. Em breve, Ratey lançará nos Estados Unidos o livro The revolutionary new science of exercise and brain. Algo que pode ser entendido como a nova e revolucionária ciência do esporte e do cérebro.
Essas descobertas da neurociência também apontam benefícios para a memória. Os especialistas perceberam que a mágica proteína tem potencial para turbinar as lembranças guardadas há dias e meses. Estudos divulgados este ano pelos renomados cientistas Ivan Izquierdo e Martin Cammarota, do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, confirmam as conexões entre o BDNF e a memória. Eles a suprimiram em ratos e viram que os animais simplesmente ignoraram objetos já conhecidos ou perderam a noção de espaço. “Ficamos surpresos ao perceber que existe ação dessa proteína até 12 horas depois da aquisição da memória recente”, diz Cammarota. Eles notaram ainda que a substância entra em cena toda vez que uma informação arquivada é solicitada pelo cérebro.

Diante dessas informações, ninguém precisa ser um Albert Einstein para concluir que estimular a produção do BDNF melhora a performance do cérebro. Mas os neurocientistas ressaltam que é fundamental investigar com quais outros agentes bioquímicos ele interage no organismo. É possível que se descubra, no futuro, que a proteína não faz milagres sozinha. O fato é que a atividade física tem sido uma boa aposta para a saúde cerebral por vias que até agora são pouco compreendidas. Estudos demonstram que ela pode retardar os efeitos do mal de Alzheimer, doença neurodegenerativa que apresenta a perda de memória entre seus sintomas. Em indivíduos que tinham o hábito de malhar verificou-se que a enfermidade tardou mais a chegar. E pesquisas com animais sugerem que a ginástica diminui a formação de placas semelhantes às encontradas no cérebro de portadores de Alzheimer.

Novas dúvidas, evidentemente, surgem por causa dos avanços da neurociência. Uma delas é sobre a relevância da proliferação dos neurônios. “Não adianta ter muitas células nervosas se elas não estiverem conectadas e ativas”, diz o psiquiatra Henrique Del Nero, professor da Universidade de São Paulo. Ele fez exames de imagem no cérebro de cinco pessoas com sintomas de demência após longa dependência de álcool e drogas. E viu que, apesar de os neurônios estarem vivos e nos seus devidos lugares, poucos trabalhavam: “Diversas áreas do cérebro estavam com um padrão preguiçoso.” O passo adiante dado por Del Nero foi tratar esses pacientes com os mesmos remédios empregados contra Alzheimer e, sobretudo, com exercícios intensos. “Eles tiveram uma melhora impressionante.”

O perigo das carnes - De qualquer tipo, principalmente a vermelha. Se forem grelhadas, fritas ou cozidas tornam-se tóxicas para os neurônios. Quanto mais processadas, pior. Ao ponto são menos nocivas

Outra questão é saber qual o melhor exercício para rejuvenescer o cérebro, aprimorar a memória e aumentar a nossa inteligência. Os cientistas não fecharam questão quanto a isso. Mas os estudos indicam que os mais benéficos são aqueles que promovem condicionamento cardiovascular - caso da caminhada. Os exercícios devem durar mais de 20 minutos, ser praticados durante cinco dias na semana e ter intensidade moderada. Isso não significa que esportes ou atividades que exigem mais força da musculatura não possam surtir efeito. O detalhe é que as pesquisas ainda não conseguiram comprovar esse benefício.

Um aspecto discutido largamente é por que, se a atividade física é tão essencial para nos tornar mais espertos, não se encontram tantos gênios entre os atletas. Para os especialistas, tudo depende da nossa noção de inteligência. Desportistas como craques do futebol (acostumados a sofisticados treinamentos) podem não dominar física quântica ou geometria. Do ponto de vista da neurociência, porém, os intensos treinos os tornam mais inteligentes, sim. “As comunicações entre neurônios ficam mais rápidas, bem como as respostas. A máquina funciona muito melhor”, diz Ribeiro. Por outro lado, um mestre da matemática pode ter uma péssima noção espacial e se perder nas ruas de sua cidade. Quem dá esse exemplo é o pesquisador Gómez-Pinilla, da Ucla. Captado esse ponto, resta a dúvida se é exagero pedir para o filho se exercitar na semana anterior a uma prova. “Não é. Fazer uma atividade física com regularidade não faz mal. E para a criança pode ser uma brincadeira que vai ativar os mecanismos cerebrais”, diz o professor. E conclui: “Nós passamos muito tempo sentados e nosso organismo foi criado, ao longo da evolução humana, para ser movimentado. Então, mexa-se e recupere o potencial do seu cérebro.”

Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=103

Perguntas mais frequentes sobre EM

1. Como posso reconhecer um surto?

Um surto é a manifestação clínica da inflamação de uma área no sistema nervoso central. Pode significar o aparecimento de uma nova placa de desmielinização ou a reativação de uma placa antiga. Por definição, caracteriza-se como um novo surto o aparecimento de um novo sintoma ou sinal com duração mínima de 24 horas, espaçado do surto anterior por período mínimo de 30 dias.

Sintomas ou sinais que ocorrem em curtos períodos de tempo - menores que 24 horas, mas na maioria das vezes de minutos a poucas horas - freqüentemente associados a fatores como febre, prática de exercícios e banhos quentes, e seguidos de recuperação não devem ser considerados como novos surtos. Estes sintomas são denominados fenômenos clínicos paroxísticos.

2. Se a EM não tem cura, para quê fazer tratamento? 

O objetivo do tratamento é ajudá-lo a conviver com a EM da melhor forma possível. Atualmente há vários recursos no tratamento da EM, tais como drogas para o tratamento dos surtos ou exacerbações; estratégias para aliviar qualquer sintoma no curso da doença; medicamentos modificadores da doença cujo objetivo é prevenir a ocorrência dos surtos; intervenções de reabilitação física que irão ajudá-lo a melhorar a capacidade para desempenhar suas atividades diárias; e suporte emocional para lidar com os desafios da EM. Portanto, há bons motivos para você continuar ouvindo o seu médico.

3. Li a bula do remédio que estou tomando e ela não menciona esclerose múltipla no item “indicações”. Será que o farmacêutico cometeu algum engano? Por que o médico o prescreveu para mim? 

A maioria dos medicamentos utilizados no tratamento dos sintomas da EM (particularmente fadiga, dor e espasticidade) é utilizada como medicamentos off label. Isto significa que estes medicamentos foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para tratamento de outros sintomas ou problemas, mas não para aqueles relacionados à EM. Embora eles não tenham sido aprovados especificamente para EM, sua eficácia e segurança têm sido demonstradas através de estudos científicos. Como resultado, a bula não mencionará esclerose múltipla nas indicações dos medicamentos, e a dosagem referida (posologia) na bula poderá ser diferente daquela que o seu médico prescreveu. Portanto, você sempre deverá conversar com seu médico sobre as prescrições.

4. Recebi o diagnóstico de EM recentemente, mas todos os meus sintomas desapareceram. Existe alguma razão para que eu inicie o tratamento com a medicação injetável?

Seu médico indicará o tratamento baseado na sua história clínica, nos sintomas atuais, na freqüência e gravidade das exacerbações e nas evidências encontradas no exame físico e nos exames complementares como a ressonância magnética. Mesmo que você esteja se sentindo bem, existem evidências de que o início precoce do tratamento diminui o número de surtos e pode reduzir a incapacidade neurológica.

5. É necessário interromper o tratamento caso eu deseje engravidar?

Toda mulher que deseja engravidar deve discutir o assunto com seu médico. Há vários cuidados que devem ser tomados nesta decisão e seu médico poderá fornecer-lhe informações sobre o comportamento da doença no período gestacional e pós-parto, e o risco de danos fetais ocasionados pelos medicamentos. Dos agentes modificadores da doença atualmente em uso, o Betaferon®, o Avonex® e o Rebif® são classificados como drogas da categoria C para gravidez, indicando que a toxicidade reprodutiva ainda não foi estudada em animais ou humanos e que seu risco é desconhecido. Se você está usando uma destas drogas, deverá interromper o tratamento antes de engravidar. O Copaxone® é classificado como categoria B para gravidez, indicando que em estudos animais nenhum prejuízo fetal foi detectado.

6. Posso usar a medicação injetável enquanto estiver amamentando?

Uma vez que estes medicamentos passam para o leite materno, você não deverá utilizá-los enquanto estiver amamentando o seu bebê.

7. Por que tive um surto? Tenho usado minha medicação injetável regularmente. Não era para acabar com os surtos?

Embora estes medicamentos sejam úteis para reduzir a freqüência dos surtos, a proteção conferida não é absoluta, de modo que alguns surtos podem ocorrer mesmo durante o uso dos medicamentos. Uma expectativa realista é a de que enquanto o paciente estiver em uso da medicação apresentará menos surtos e quando os tiver, eles serão mais brandos.

8. Como posso consultar no CIEM?

O CIEM está de portas abertas para toda a sociedade sem distinção de classe econômica ou social. Para se cadastrar no CIEM e agendar sua primeira consulta entre em contato com a nossa secretaria através dos seguintes contatos:

Tel.: (31) 3248-9994

E-mail: contato@ciem.com.br

9. Dieta

Manter uma boa saúde geral é muito importante para os pacientes com EM ou outra doença crônica qualquer. Uma dieta balanceada e cuidadosamente planejada o ajudará alcançar este objetivo. Especialistas em EM recomendam a adesão dos pacientes a uma dieta com baixo teor de gordura e grande quantidade de fibras, o que é recomendado também para a população em geral.

10. Atividades Físicas

Além de ser essencial para a saúde e bem estar das pessoas, os exercícios físicos ajudam a melhorar muitos sintomas da EM.
O sedentarismo em pessoas com ou sem EM pode resultar em numerosos fatores de riscos associados a doenças cardiovasculares. Pode ainda levar a fraqueza muscular, diminuição da densidade óssea com um aumento do risco de fraturas, ineficiência respiratória e da deglutição.

Um programa de exercícios deve ser direcionado para as capacidades e limitações individuais, e deve ser ajustado para as mudanças que podem ocorrer com os sintomas da EM. É necessário um profissional para formular, supervisionar e revisar um programa de exercícios bem equilibrado. Qualquer paciente com EM que deseja iniciar um novo programa de atividade física deve antes consultar o seu médico assistente.

Os períodos dos exercícios e a duração devem ser bem programados para evitar os horários mais quentes do dia e prevenir a fadiga excessiva. Um bom programa de exercícios físicos pode ajudar a desenvolver o potencial muscular máximo, melhorar a capacidade respiratória e prevenir complicações secundárias. Além de melhorar o condicionamento físico a atividade física regular proporciona uma agradável sensação de bem-estar.

Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=125

BIOGEN IDEC obtém aprovação de registro do Tysabri

BIOGEN IDEC obtém aprovação de registro do medicamento tysabri® (natalizumabe) - Cerca de 31.800 pacientes no mundo estão em tratamento com o produto que já foi aprovado em mais de 35 países.

A Biogen Idec acaba de obter aprovação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o registro do medicamento TYSABRI® (natalizumabe) comercializado internacionalmente e indicado para o tratamento da forma remitente-recorrente de esclerose múltipla (EM).

No Brasil, estima-se que a doença atinja cerca de 30 mil pessoas, de acordo com a ABEM – Associação Brasileira de Esclerose Múltipla. Com a obtenção do registro, será iniciado o processo de aprovação do preço do medicamento.

Atualmente, no País, alguns pacientes já adquirem TYSABRI® (natalizumabe) após orientação e prescrição médica e por meio de importação independente por pessoa física, de acordo com os procedimentos estabelecidos pela ANVISA e legislação vigente.

Nos dois anos desde a re-introdução do produto nos EUA e da primeira aprovação internacional, os dados continuam a demonstrar os benefícios do tratamento de TYSABRI® (natalizumabe) para pacientes com formas remitente-recorrentes de EM. Os dados demonstraram que o tratamento com TYSABRI® (natalizumabe) aumenta significativamente a proporção de pacientes com EM considerados como livres da doença, de acordo com análises post-hoc de estudos clínicos de Fase III apresentados na edição deste ano da reunião anual da Academia Americana de Neurologia. Além disso, novos dados de uma pesquisa de resultados relatados pelos pacientes foram apresentados na reunião anual do Consórcio dos Centros de Esclerose Múltipla, demonstrando que após apenas três meses de tratamento com TYSABRI® (natalizumabe), alguns pacientes relatam melhoras na qualidade de vida em geral, nível da doença, estado funcional e sintomas da EM.

Além da eficácia clínica bem estabelecida de TYSABRI® (natalizumabe), um conjunto crescente de dados de economia em saúde já foi apresentado e publicado confirmando os benefícios farmacoeconômicos de TYSABRI® (natalizumabe) em pacientes com EM. Com base nestes dados, agências locais de saúde em países como Austrália, Áustria, Holanda, Reino Unido, Suécia, França e Alemanha já recomendaram a inclusão de TYSABRI® (natalizumabe) na lista de medicamentos reembolsáveis pelas agências de saúde governamentais.

Sobre TYSABRI® (natalizumabe)

TYSABRI® (natalizumabe) é um tratamento aprovado para forma remitente-recorrente de EM nos Estados Unidos e União Européia. De acordo com dados publicados no New England Journal of Medicine, após dois anos, o tratamento com TYSABRI® (natalizumabe) levou a uma redução de 68% (p<0,001) na taxa anual de surto em comparação ao placebo e a uma redução do risco de progressão da incapacidade da ordem de 42 a 54% (p<0,001).

TYSABRI® (natalizumabe) também foi aprovado recentemente nos Estados Unidos para indução e manutenção da resposta clínica e da remissão em pacientes com doença de Crohn (DC) moderada ou intensamente ativa com evidências de inflamação que tenham apresentado uma reação inadequada ou que não tenham tolerado terapias convencionais e inibidores de TNF-alfa.

TYSABRI® (natalizumabe) está aprovado em mais de 35 países.

Para mais informações sobre TYSABRI® (natalizumabe), por favor, visite o site www.biogenidec.com.br

Sobre a Biogen Idec

A Biogen Idec Inc. - (NASDAQ: BIIB) – é uma empresa de biotecnologia com produtos líderes nas áreas de neurologia, oncologia, e imunologia. Sempre empenhada em transformar descobertas científicas em avanços e cuidados de saúde, a Biogen Idec investe parte de seu faturamento em estudos e pesquisas clínicas.

A Biogen Idec possui uma sede em Cambridge, Estados Unidos e outra em Zug, Suíça, com centros comerciais, de fabricação e regulatórios adicionais em San Diego, EUA, Hoofddorp, Países Baixos e Maidenhead, Reino Unido. A empresa também possui afiliadas por toda a Europa, no Canadá, Austrália, Japão, Brasil e opera uma rede de distribuição global que envolve mais de 70 países, empregando atualmente cerca de 3.600 pessoas em todo o mundo.
 
Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=129

sábado, 27 de março de 2010

Merck melhora medicamento para Esclerose Múltipla

CE aprova nova fórmula de Rebif

A Merck Serono, unidade da farmacêutica alemã Merck KGaA, recebeu aprovação da Comissão Europeia para comercializar uma nova fórmula do Rebif (Interferão beta-1a), um medicamento utilizado no tratamento da esclerose múltipla recidivante.

A nova fórmula do medicamento, que deve ser lançada no próximo mês, foi desenvolvida para aumentar os benefícios do tratamento e pensada para melhorar a tolerabilidade da terapia quando injectada, refere a Merck num comunicado emitido esta quinta-feira (30 de Agosto).

A aprovação europeia é “um passo importante” nos esforços da empresa para “continuar a fornecer soluções terapêuticas melhoradas aos doentes com esclerose múltipla”, afirmou o chefe de operações europeias da empresa, Roberto Gradnik, numa nota a que o Farmacia.com.pt teve acesso.

De acordo com a Merck, a autorização de comercialização aplica-se a todos os 27 países da União Europeia, bem como à Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Fonte: http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=93

Autotransplante de células estaminais traz "esperança", para portadores de EM

Lisboa, 02 Fev (Lusa) - O presidente da Associação Nacional de Esclerose Múltipla recebeu hoje com "esperança" a notícia de uma nova técnica testada nos Estados Unidos em pacientes com a doença, baseada num autotransplante de células estaminais hematopoiéticas.

João Casais, que sofre da doença há mais de 30 anos, disse à Lusa que tem acompanhado os avanços das investigações médicas e que, "se fosse possível", ele próprio se candidataria a esta nova técnica.

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crónica do Sistema Nervoso Central que afecta em Portugal cerca de 5.000 pessoas e em toda a Europa 450.000, caracterizando-se por perda da capacidade de controlo da visão, locomoção e equilíbrio, entre outras funções.

"Tenho a doença há 37 anos e já paralisei três vezes, mas só há 18 anos é que ela foi detectada por uma ressonância magnética", afirmou João Casais, 57 anos, a quem os médicos disseram inicialmente que se trataria de um cancro no cérebro.

"Os estudos desenvolvidos com células estaminais são uma esperança e uma boa oportunidade para todos nós", sublinhou.

Segundo um estudo publicado na última edição da revista médica "The Lancet", foi possível estabilizar e até melhorar pacientes com esclerose múltipla em primeira fase através de um transplante de células estaminais autólogas hematopoiéticas, ou seja, susceptíveis de recriar células sanguíneas e provenientes do próprio doente.

Nesta fase da doença, os sintomas são intermitentes e parcialmente reversíveis e a maior parte dos tratamentos consiste na administração de interferon ou esteróides, aos quais alguns doentes não respondem.

Passados 10 a 15 anos nesta fase, a maioria dos pacientes entra numa segunda fase em que se registam alterações neurológicas graduais e irreversíveis.

A equipa de Richard Burt, da Faculdade de Medicina da Universidade de Chicago (REUA), aplicou a nova técnica a 21 doentes em fase 1 da doença que não tinham respondido ao tratamento com interferon, segundo o estudo.

Estes pacientes eram jovens (33 anos de idade média) e sofriam da doença havia cinco anos em média.

Os investigadores transplantaram aos pacientes células estaminais das suas próprias medulas ósseas e, passados três anos, 17 deles tinham melhorado o seu estado, nenhum tinha regredido e nenhum tinha morrido.

O procedimento foi bem tolerado, tendo cinco pacientes sofrido recaídas, mas melhorado depois de nova terapia.

De acordo com os investigadores, a técnica parece "não só prevenir uma progressão da doença, mas inverter o curso da invalidez".

Embora nada garanta que este procedimento erradique a actividade inflamatória a longo prazo, os autores do estudo consideram necessária a continuação das investigações numa maior escala.

Fonte:  http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/405096eac4a3ae21b4caa6.html

Quiropraxia ajuda nos sintomas da EM

A técnica ajuda a aliviar a dor.



O QUE É: técnica manual que à medida que vai sendo aplicada libera as tensões e libera os movimentos das articulações.

COMO FUNCIONA: o quiropraxista manipula as articulações do corpo, principalmente as da coluna vertebral. Durante a quiropraxia, há uma melhora da comunicação entre o sistema nervoso central e o corpo.

BENEFÍCIOS: equilíbrio de todos os movimentos, promovendo saúde, bem-estar e, muitas vezes, o alívio das dores do corpo.

INDICAÇÕES: dores na coluna, artrite, artoses, escolioses, hérnia de disco, dores de cabeça, entre outras patologias do sistema músculo-esquelético.

REGULAMENTAÇÃO: a quiropraxia foi desenvolvida e comprovada cientificamente nos Estados Unidos, em 1902.

Fonte: GABRIEL DE LUÊ LIMA, QUIROPRAXISTA E DOCENTE DESTA TÉCNICA

quinta-feira, 25 de março de 2010

Estudo explora ligação entre a luz do dia, a esclerose múltipla

Por mais de 30 anos, os cientistas sabem que a esclerose múltipla (EM) é muito mais comum nas latitudes mais elevadas do que nos trópicos. Porque a luz solar é mais abundante próximo ao equador, muitos investigadores se perguntam se os altos níveis de vitamina D provocadas pela luz solar poderia explicar esse padrão incomum de prevalência.

Vitamina D pode reduzir os sintomas da esclerose múltipla, diz Hector DeLuca, Steenbock Research Professor de Bioquímica na Universidade de Wisconsin-Madison, mas, em um estudo publicado na PNAS desta semana, ele eo primeiro autor Bryan Becklund sugerem que a porção ultravioleta da luz solar pode jogar um papel maior do que a vitamina D no controle de MS.

A esclerose múltipla é uma doença dolorosa neurológica causada por uma deterioração da condução elétrica do nervo, um número estimado de 400.000 pessoas tenham a condição incapacitante, nos Estados Unidos. Nos últimos anos, ficou claro sistemas imunitários dos pacientes estão destruindo o isolamento elétrico das fibras nervosas.

A radiação ultravioleta (UV) A parte da luz solar estimula o organismo a produzir vitamina D, e tanto a vitamina D e UV pode regular o sistema imunológico e MS talvez lento. Mas o resultado regulação imune diretamente do UV, indiretamente, da criação de vitamina D, ou ambos?

O estudo foi concebido para distinguir o papel da vitamina D e luz ultravioleta para explicar a elevada taxa de MS longe do equador, afirma DeLuca, uma autoridade mundial em vitamina D.

"Desde a década de 1970, um monte de pessoas têm acreditado que a luz solar trabalhado através da vitamina D para reduzir o MS", afirma DeLuca. "É verdade que grandes doses de forma ativa da vitamina D pode bloquear a doença no modelo animal. Isso faz com que um nível inaceitavelmente elevado de cálcio no sangue, mas sabemos que as pessoas na linha do equador não tem esta de cálcio no sangue elevada , apesar de terem uma baixa incidência de MS. Portanto, parece que algo diferente do que a vitamina D poderia explicar essa relação geográfica. "

Usando ratos que são geneticamente suscetíveis à MS-como a doença, os pesquisadores da doença provocado pela injeção de uma proteína a partir de fibras nervosas. Os pesquisadores, então, os ratos expostos a níveis moderados de radiação UV por uma semana. Depois de terem iniciado a doença através da injeção da proteína, que os ratos irradiados a cada segundo ou terceiro dia.

A exposição aos raios UV (equivalente a duas horas de sol de verão directo) não alterar a forma como muitos ratos tem o MS-como a doença, mas não reduziu os sintomas da esclerose múltipla, especialmente nos animais que foram tratados com UV em dias alternados, DeLuca diz .

O grupo de pesquisa também constatou que, embora a exposição aos raios UV não aumentar o nível de vitamina D, neste sentido, por si só, não poderia explicar os sintomas reduzidos MS.

Em algumas situações, a radiação não reduz as reações imunes, mas não está claro o papel que poderá desempenhar no atual estudo. "Estamos procurando identificar quais compostos são produzidos na pele que podem desempenhar um papel, mas honestamente não sei o que está acontecendo", afirma DeLuca. "De alguma forma ele faz o animal ou tolerar o que está acontecendo, ou tem algum mecanismo reativo que bloqueia os danos auto-imune."

A esclerose múltipla é uma doença neurológica progressiva com poucos tratamentos eficazes, DeLuca, mas salienta que o estudo, porém esperançosa, pode ou não conduzir a uma nova modalidade de tratamento. "Há várias maneiras de isso poderia ir. Se nós podemos descobrir o que o UV é produzir, talvez pudéssemos dar esse como um medicamento. No curto prazo, se pode definir um determinado comprimento de onda da luz que é ativo, e ele faz não coincidem com os comprimentos de onda que o câncer causa, que poderá expor os doentes que foram diagnosticados com MS para que o comprimento de onda. "

Será que essa informação alterar a receita comum para evitar a exposição excessiva ao sol? "Se você tem um ataque inicial com o MS, então você tem que pensar sobre suas opções", afirma DeLuca. "Lembre-se, este é apenas o trabalho experimental nesta fase. Seja podem ser traduzidos em aplicações práticas em MS continua a ser visto."

Fonte:  http://www.medicalnewstoday.com/