sábado, 27 de março de 2010

Merck melhora medicamento para Esclerose Múltipla

CE aprova nova fórmula de Rebif

A Merck Serono, unidade da farmacêutica alemã Merck KGaA, recebeu aprovação da Comissão Europeia para comercializar uma nova fórmula do Rebif (Interferão beta-1a), um medicamento utilizado no tratamento da esclerose múltipla recidivante.

A nova fórmula do medicamento, que deve ser lançada no próximo mês, foi desenvolvida para aumentar os benefícios do tratamento e pensada para melhorar a tolerabilidade da terapia quando injectada, refere a Merck num comunicado emitido esta quinta-feira (30 de Agosto).

A aprovação europeia é “um passo importante” nos esforços da empresa para “continuar a fornecer soluções terapêuticas melhoradas aos doentes com esclerose múltipla”, afirmou o chefe de operações europeias da empresa, Roberto Gradnik, numa nota a que o Farmacia.com.pt teve acesso.

De acordo com a Merck, a autorização de comercialização aplica-se a todos os 27 países da União Europeia, bem como à Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Fonte: http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=93

Autotransplante de células estaminais traz "esperança", para portadores de EM

Lisboa, 02 Fev (Lusa) - O presidente da Associação Nacional de Esclerose Múltipla recebeu hoje com "esperança" a notícia de uma nova técnica testada nos Estados Unidos em pacientes com a doença, baseada num autotransplante de células estaminais hematopoiéticas.

João Casais, que sofre da doença há mais de 30 anos, disse à Lusa que tem acompanhado os avanços das investigações médicas e que, "se fosse possível", ele próprio se candidataria a esta nova técnica.

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crónica do Sistema Nervoso Central que afecta em Portugal cerca de 5.000 pessoas e em toda a Europa 450.000, caracterizando-se por perda da capacidade de controlo da visão, locomoção e equilíbrio, entre outras funções.

"Tenho a doença há 37 anos e já paralisei três vezes, mas só há 18 anos é que ela foi detectada por uma ressonância magnética", afirmou João Casais, 57 anos, a quem os médicos disseram inicialmente que se trataria de um cancro no cérebro.

"Os estudos desenvolvidos com células estaminais são uma esperança e uma boa oportunidade para todos nós", sublinhou.

Segundo um estudo publicado na última edição da revista médica "The Lancet", foi possível estabilizar e até melhorar pacientes com esclerose múltipla em primeira fase através de um transplante de células estaminais autólogas hematopoiéticas, ou seja, susceptíveis de recriar células sanguíneas e provenientes do próprio doente.

Nesta fase da doença, os sintomas são intermitentes e parcialmente reversíveis e a maior parte dos tratamentos consiste na administração de interferon ou esteróides, aos quais alguns doentes não respondem.

Passados 10 a 15 anos nesta fase, a maioria dos pacientes entra numa segunda fase em que se registam alterações neurológicas graduais e irreversíveis.

A equipa de Richard Burt, da Faculdade de Medicina da Universidade de Chicago (REUA), aplicou a nova técnica a 21 doentes em fase 1 da doença que não tinham respondido ao tratamento com interferon, segundo o estudo.

Estes pacientes eram jovens (33 anos de idade média) e sofriam da doença havia cinco anos em média.

Os investigadores transplantaram aos pacientes células estaminais das suas próprias medulas ósseas e, passados três anos, 17 deles tinham melhorado o seu estado, nenhum tinha regredido e nenhum tinha morrido.

O procedimento foi bem tolerado, tendo cinco pacientes sofrido recaídas, mas melhorado depois de nova terapia.

De acordo com os investigadores, a técnica parece "não só prevenir uma progressão da doença, mas inverter o curso da invalidez".

Embora nada garanta que este procedimento erradique a actividade inflamatória a longo prazo, os autores do estudo consideram necessária a continuação das investigações numa maior escala.

Fonte:  http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/405096eac4a3ae21b4caa6.html

Quiropraxia ajuda nos sintomas da EM

A técnica ajuda a aliviar a dor.



O QUE É: técnica manual que à medida que vai sendo aplicada libera as tensões e libera os movimentos das articulações.

COMO FUNCIONA: o quiropraxista manipula as articulações do corpo, principalmente as da coluna vertebral. Durante a quiropraxia, há uma melhora da comunicação entre o sistema nervoso central e o corpo.

BENEFÍCIOS: equilíbrio de todos os movimentos, promovendo saúde, bem-estar e, muitas vezes, o alívio das dores do corpo.

INDICAÇÕES: dores na coluna, artrite, artoses, escolioses, hérnia de disco, dores de cabeça, entre outras patologias do sistema músculo-esquelético.

REGULAMENTAÇÃO: a quiropraxia foi desenvolvida e comprovada cientificamente nos Estados Unidos, em 1902.

Fonte: GABRIEL DE LUÊ LIMA, QUIROPRAXISTA E DOCENTE DESTA TÉCNICA

quinta-feira, 25 de março de 2010

Estudo explora ligação entre a luz do dia, a esclerose múltipla

Por mais de 30 anos, os cientistas sabem que a esclerose múltipla (EM) é muito mais comum nas latitudes mais elevadas do que nos trópicos. Porque a luz solar é mais abundante próximo ao equador, muitos investigadores se perguntam se os altos níveis de vitamina D provocadas pela luz solar poderia explicar esse padrão incomum de prevalência.

Vitamina D pode reduzir os sintomas da esclerose múltipla, diz Hector DeLuca, Steenbock Research Professor de Bioquímica na Universidade de Wisconsin-Madison, mas, em um estudo publicado na PNAS desta semana, ele eo primeiro autor Bryan Becklund sugerem que a porção ultravioleta da luz solar pode jogar um papel maior do que a vitamina D no controle de MS.

A esclerose múltipla é uma doença dolorosa neurológica causada por uma deterioração da condução elétrica do nervo, um número estimado de 400.000 pessoas tenham a condição incapacitante, nos Estados Unidos. Nos últimos anos, ficou claro sistemas imunitários dos pacientes estão destruindo o isolamento elétrico das fibras nervosas.

A radiação ultravioleta (UV) A parte da luz solar estimula o organismo a produzir vitamina D, e tanto a vitamina D e UV pode regular o sistema imunológico e MS talvez lento. Mas o resultado regulação imune diretamente do UV, indiretamente, da criação de vitamina D, ou ambos?

O estudo foi concebido para distinguir o papel da vitamina D e luz ultravioleta para explicar a elevada taxa de MS longe do equador, afirma DeLuca, uma autoridade mundial em vitamina D.

"Desde a década de 1970, um monte de pessoas têm acreditado que a luz solar trabalhado através da vitamina D para reduzir o MS", afirma DeLuca. "É verdade que grandes doses de forma ativa da vitamina D pode bloquear a doença no modelo animal. Isso faz com que um nível inaceitavelmente elevado de cálcio no sangue, mas sabemos que as pessoas na linha do equador não tem esta de cálcio no sangue elevada , apesar de terem uma baixa incidência de MS. Portanto, parece que algo diferente do que a vitamina D poderia explicar essa relação geográfica. "

Usando ratos que são geneticamente suscetíveis à MS-como a doença, os pesquisadores da doença provocado pela injeção de uma proteína a partir de fibras nervosas. Os pesquisadores, então, os ratos expostos a níveis moderados de radiação UV por uma semana. Depois de terem iniciado a doença através da injeção da proteína, que os ratos irradiados a cada segundo ou terceiro dia.

A exposição aos raios UV (equivalente a duas horas de sol de verão directo) não alterar a forma como muitos ratos tem o MS-como a doença, mas não reduziu os sintomas da esclerose múltipla, especialmente nos animais que foram tratados com UV em dias alternados, DeLuca diz .

O grupo de pesquisa também constatou que, embora a exposição aos raios UV não aumentar o nível de vitamina D, neste sentido, por si só, não poderia explicar os sintomas reduzidos MS.

Em algumas situações, a radiação não reduz as reações imunes, mas não está claro o papel que poderá desempenhar no atual estudo. "Estamos procurando identificar quais compostos são produzidos na pele que podem desempenhar um papel, mas honestamente não sei o que está acontecendo", afirma DeLuca. "De alguma forma ele faz o animal ou tolerar o que está acontecendo, ou tem algum mecanismo reativo que bloqueia os danos auto-imune."

A esclerose múltipla é uma doença neurológica progressiva com poucos tratamentos eficazes, DeLuca, mas salienta que o estudo, porém esperançosa, pode ou não conduzir a uma nova modalidade de tratamento. "Há várias maneiras de isso poderia ir. Se nós podemos descobrir o que o UV é produzir, talvez pudéssemos dar esse como um medicamento. No curto prazo, se pode definir um determinado comprimento de onda da luz que é ativo, e ele faz não coincidem com os comprimentos de onda que o câncer causa, que poderá expor os doentes que foram diagnosticados com MS para que o comprimento de onda. "

Será que essa informação alterar a receita comum para evitar a exposição excessiva ao sol? "Se você tem um ataque inicial com o MS, então você tem que pensar sobre suas opções", afirma DeLuca. "Lembre-se, este é apenas o trabalho experimental nesta fase. Seja podem ser traduzidos em aplicações práticas em MS continua a ser visto."

Fonte:  http://www.medicalnewstoday.com/

quinta-feira, 18 de março de 2010

Prioridade processual para portadores de doenças graves

Há anos tramitando no Congresso Nacional, finalmente foi aprovado o Projeto de Lei que inclui, entre outros, os pacientes de doenças graves no rol de pessoas cujos processos devem tramitar prioritariamente.

O assunto já deveria ter merecido atenção por parte dos nossos legisladores, pela violação que representava ao principio da isonomia o tratamento igualitário então existente entre doentes graves e cidadãos saudáveis. Segundo Rui Barbosa “A justiça consiste em tratar desigualmente os desiguais”.

Pela legislação anterior, apenas os idosos, com 60 anos ou mais, poderiam se beneficiar da prioridade, numa acertada medida, conferida pelo Estatuto do Idoso. No entanto, os doentes graves, já fragilizados não apenas no aspecto físico, mas também psicológico e emocional, diante de perspectivas sombrias e das condições de vida comprometidas, não contavam com esse tipo de tratamento diferenciado e seus advogados, quando muito, podiam se valer de uma interpretação extensiva da lei do idoso, quase sempre, insuficiente para o convencimento dos magistrados.

Antes da lei 12008/09, raros advogados ousavam solicitar a prioridade que, por não ter respaldo na legislação pátria, pouco influía nas decisões judiciais. Como a norma aprovada independe de regulamentação, já é possível requerer essa prerrogativa perante o juízo competente, em qualquer instância do processo.

Tendo em vista que uma demanda judicial, pelas vias normais, com todas as possíveis manobras protelatórias pode levar até mais de uma década, não resta a menor dúvida de que os portadores de doenças crônicas graves, em face das limitações e da redução na sua expectativa de vida, foram beneficiados pelo novo diploma legal.

Não obstante, a novidade poderá gerar muita polêmica pela dificuldade da definição de “doença grave” cujo conceito se apresenta eivado de subjetividade. Um paciente de gripe, hoje, pode ser um considerado “doente grave” embora a gripe em si não seja uma “doença grave”.

Quanto a esse aspecto, a própria lei estabelece critérios díspares quanto aos processos judiciais e procedimentos administrativos.

No primeiro caso, determina que a pessoa interessada junte prova da sua condição o que só é possível através de um laudo médico circunstanciado. Nessa hipótese o paciente terá que provar “ser doente grave” o que implicará em mais um procedimento a depender do entendimento de um médico especialista e não apenas do diagnóstico da doença. Há que se indagar ainda se o referido laudo pode ser emitido por um médico particular ou se apenas através do serviço público. Não ficou claro, também, se o documento deverá ser recente ou pode ser utilizado o laudo contemporâneo ao diagnóstico. Tudo isso certamente acarretará dúvidas e desencadeará alguns trâmites adicionais ao processo, dilatando em conseqüência os prazos e obstaculizando a celeridade que é o objetivo principal da norma.

No tocante aos procedimentos administrativos, a norma enumera as doenças graves, facilitando assim a sua identificação, sendo beneficiados, segundo a letra da lei, as pessoas portadoras de: tuberculose ativa, esclerose múltipla, neoplasia maligna, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, ou outra doença grave, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após o início do processo.

Isso significa a prioridade em qualquer pleito junto aos órgãos públicos, tais como: requerimentos dos benefícios previdenciários ao INSS, pedidos de isenção de impostos junto à Receita Federal, a própria devolução de imposto de renda, recursos perante o Detran, emissão de passaporte, etc.

Apesar da possibilidade de suscitar os mesmos questionamentos citados anteriormente, a listagem das moléstias facilitará ao paciente provar ter sido acometido por uma das enfermidades enumeradas, através da simples comprovação do diagnóstico.

Em ambas as hipóteses os autos receberão identificação própria, em geral uma tarja ou numeração, que evidenciará o regime prioritário.

Outras impropriedades poderiam ser apontadas como, por exemplo, deixar os portadores de deficiência física e mental alijados da celeridade processual, contemplando-os apenas com a prioridade nos procedimentos administrativos.

Poderíamos ressaltar ainda a desnecessidade de estender pós-morte os efeitos da prioridade sem especificar em que condições. A lei preconiza que no caso de falecimento do paciente o cônjuge sobrevivente continuará usufruindo da prioridade, mesmo sendo jovem e saudável, o que não parece ter sido a intenção do legislador.

Apesar de toda polêmica ou controvérsia que a nova norma possa vir a causar, é forçoso reconhecer que houve um avanço no sentido da humanização da legislação e da proteção para um segmento da sociedade formado por pessoas, dos mais diferentes grupos etários e sociais, cujo único vínculo é um cotidiano permeado pelo sofrimento e pelas limitações que a própria doença impõe, não raro, de forma bastante cruel.

* Antonieta Barbosa é advogada, especialista em Direito do Paciente e autora do livro “Câncer – Direito e Cidadania”- www.antonietabarbosa.adv.br

Fonte:  http://esclerosemultipla.wordpress.com/2009/08/05/prioridade-processual-para-portadores-de-doencas-graves/

Exercício Físico

Portugal – Idália Silva, 49 anos, sofre de esclerose múltipla desde 1997 e garante que o exercício físico “é um incentivo à estagnação da doença”. Idália foi uma das participantes da primeira aula de fitness para pessoas que sofrem desta doença, que decorreu no Holmes Place de Miraflores, Oeiras.

Trata-se de um projecto-piloto lançado pelo programa Rebicare e que tem como objectivo aumentar a qualidade de vida de pessoas que sofram de esclerose múltipla. A iniciativa consiste em duas aulas semanais no clube de Miraflores, mas se “tudo correr bem as aulas também existirão noutros ginásios da zona de Lisboa, Coimbra e Porto”, garantiu ao CM Duarte Galvão, instrutor da aula de fitness e responsável técnico do programa Rebicare.

Os exercícios físicos praticados na aula foram direccionados para “trabalhar e melhorar o equilíbrio, a nível da instabilidade e do medo, que é muito frequente nos doentes com esclerose”, explicou Duarte Galvão.

Já Ricardo Ginestal, neurologista, considerou que os doentes estão a aderir “de forma positiva” à iniciativa. “Cabe ao médico de cada doente a responsabilidade de divulgar estas aulas”, referiu, afirmando que “50 hospitais do País estão a divulgar esta iniciativa”.

O Fórum Lisboa acolhe hoje e amanhã o Congresso Nacional da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla. ‘Direitos Iguais, Tratamento Igual em Toda a Europa’ é o tema do encontro, que contará com a presença do presidente da ARS de Lisboa, Rui Portugal, na cerimónia de abertura.

Fonte: http://esclerosemultipla.wordpress.com/category/qualidade-de-vida/

quarta-feira, 17 de março de 2010

Entrevista

Entrevista concedida ao Núcleo de Portadores de Esclerose Múltipla de Volta Redonda.

Nome: Alessandra de Souza Almeida

Idade: 34 anos

Cidade: Volta Redonda
 
Quando começou os sintomas da EM?

Aos 16 anos

Quando foi diagnosticada?

Em 2005, com 30 anos.

Qual foi sua reação quando soube da EM?

No início, não caiu a ficha, mas com o passar do tempo, senti que o meu ritmo de vida não era o mesmo.

A EM modificou seu modo de viver? Conte como.

Sim. Ao caminhar, senti que as minhas pernas não correspondiam a mesma velocidade de antes, sendo que o lado direito foi mais afetado, tanto braço quanto perna; Ao escrever, senti que a velocidade diminuiu bastante; Dormências e formigamentos são constantes, sendo que se agravam quando estou exposta a calor excessivo e a algum estado de fadiga.

Consegue levar uma vida normal ou bem próximo do normal?

Consigo levar uma vida normal dentro do que posso fazer e que não me cause frustrações, ou seja, tento me ocupar de coisas que me engrandecem como ser humano e que me beneficie para uma melhora constante no meu quadro.

Faz uso constante de medicamentos?

Sim. Copaxone(Acetato de Glatirâmer)

Consegue com facilidade os medicamentos.?

Não totalmente, pois esse medicamento costuma faltar.

Onde vc busca medicamentos?

Na Farmácia Municipal de Volta Redonda.

Tem acompanhamento médico satisfatório?

Sim.

Sua cidade tem suporte para cuidar de pacientes com EM?

Sim.

Caso sua cidade não tenha suporte, onde vc busca atendimento?

Apesar de ter o suporte que preciso, também busco ajuda no Rio de Janeiro, junto a Regina Alvarenga, que é uma neurologista especialista em Esclerose Múltipla.

Na sua opinião o que pode ser feito para melhorar a vida dos portadores EM?

O segredo é buscar se adequar ao seu novo ritmo de vida, fazer algo que faça tornar-se um ser humano melhor, buscar harmonia com o seu espírito, família, amigos, trabalho e os seus afetos.

Vc tem conhecimento dos seus direitos?

Sim.

O que a AVV representa na sua vida?

Representa para mim um grupo de amigos (as) sensíveis ao meu estado de saúde e que contribuem para que me sinta mais valorizada.

Glossário de Termos Médicos

Glossário de Termos Médicos elaborado pela equipe do Hospital Albert Einstein.

Fonte:  http://noticias.r7.com/saude/glossario/glossario-5.html

Medicamentos orais

Tratamento da esclerose múltipla por via oral pode ser possível em 2011.

Pesquisadores analisaram cerca de 1.000 pessoas em 18 países.

Esse é o tipo mais comum de desordem neurológica que afeta adultos jovens - são cerca de 100 mil no Reino Unido e 2,5 milhões em todo o mundo.

A ingestão de medicamentos orais para tratar a esclerose múltipla pode estar disponível no mercado a partir de 2011, indica pesquisa publicada no New England Journal of Medicine. Os pesquisadores tiveram resultados animadores após dois experimentos e basearam seus estudos em entrevistas com mais de 1.000 pessoas de 18 países.

Segundo Doug Brown, gerente de Pesquisas Biomédicas da Sociedade de Esclerose Múltipla, este é o tipo mais comum de desordem neurológica que afeta adultos jovens - são cerca de 100 mil no Reino Unido e 2,5 milhões em todo o mundo. Para o especialista, a descoberta pode representar um novo rumo ao tratamento da doença.

Os tratamentos atuais envolvem injeções e infusões, mas a opção dos medicamentos por via oral pode ser viável com Cladribina e Fingolimod, que vêm na forma de comprimidos. Testado, o Fingolimod mostrou-se duas vezes mais eficaz na redução do número de recaídas durante um ano se comparado a uma das injeções usadas no tratamento da esclerose múltipla, com o interferon beta 1a.

De acordo com especialistas, esperava-se o desenvolvimento de pílulas há muitos anos. Mas ainda existem dúvidas em relação a elas. Alguns médicos expressam preocupações sobre efeitos colaterais, como o possível aumento no risco de desenvolver herpes e câncer. Outra preocupação é de que as novas drogas possam aumentar os custos dos tratamentos.

Os principais sintomas da esclerose múltipla são relacionados a problemas de mobilidade, falta de controle urinário e intestinal e visão turva.
 
Fonte http://noticias.r7.com/saude/noticias/tratamento-da-esclerose-multiplapor-via-oral-pode-ser-possivel-em-2011-20100122.html

terça-feira, 16 de março de 2010

AVV - Amigos Voltando a Viver

AVV - Amigos Voltando a Viver

Nosso objetivo é:orientar os pacientes com doenças desmielinizantes e seus familiares. Facilitar acesso à reabilitação de qualidade. A AVV será o ponto de partida para a realização de um estudo epidemiológico de doenças desmielinizantes do Sul Fluminense. (Estudo inédito no Estado do Rio de Janeiro).

Tel: 24 3337-9358


Site: http://www.avv-vr.com/

Blog: http://amigosvoltandoaviver.blogspot.com/

Sede: A V V - Amigos Voltando a Viver

Rua: Norival de Freitas, nº 52, Aterrado

Volta Redonda - RJ

CEP: 27.215-100

Troca de carteira de Passe Livre - Volta Redonda/RJ

Apiterapia

Veneno do bem

Um homem chega de branco carregando esperança de cura em uma pequena maleta. Mas Luiz Pereira da Silva, o Tim, não é doutor. Uma vez por semana, sai de Minas Gerais para oferecer medicamento vivo aos pacientes que lotam o consultório improvisado no Rio de Janeiro. Ninguém parece ter medo delas. O veneno das abelhas é o remédio em um tratamento simples e dolorido.

Muitos recorrem à apiterapia para combater doenças graves, como a esclerose múltipla, que vai paralisando os movimentos do corpo. Tifany Fiks tem apenas 22 anos. Desde os 14 sofre com a inflamação da medula. Uma vacina contra a meningite provocou o desequilíbrio do sistema imunológico, que passou a agir contra o organismo. Os efeitos são parecidos com os da esclerose múltipla, e os médicos dizem que não há cura.

Lutando contra a paralisia, Tifany já tentou tratamentos convencionais, que não deram resultado. Só as ferroadas fazem o corpo reagir.

“Dói, mas eu acho que eu sou uma das mais resistentes. O que é a dor comparado a ficar curado? A cura não tem preço. Se ele disser que vai me trancar no banheiro com cinco mil abelhas, eu aceito”, diz a jovem.

Foi o neurologista de Tifany que indicou a apiterapia. A medicina já descobriu que o veneno da abelha tem 67 substâncias. Algumas delas ajudam a equilibrar o sistema imunológico e também estimulam o corpo a produzir cortisona, um antiinflamatório natural. Segundo o médico Luís Fernando de Mello Campos, que pesquisa o assunto, o tratamento com o veneno funciona em doenças como a artrite reumatóide, a própria artrite, e principalmente a esclerose múltipla.

“Funciona em alguns casos, para algumas doenças, em algumas pessoas, em algumas circunstâncias. Não é um remédio pra todo mundo usar em qualquer situação, em qualquer doença, porque pode haver um choque alérgico. Já houve casos de infarto do miocárdio de pessoas usando veneno de abelha”, alerta o médico.

Tim recolhe o remédio produzido pela natureza em um laboratório a céu aberto. As colméias ficam em um pequeno sitio, em Juiz de Fora. Não são abelhas agressivas, mas, como no local ninguém precisa de tratamento, ele avisa: é bom proteger a cabeça, pelo menos.

“Para paralisar os agressores, elas procuram os olhos, a boca, o nariz, as orelhas e as articulações inferiores”, explica.

A intimidade que ele mostra com as abelhas vem de longe. Desde a adolescência, Tim está entre elas. Primeiro como criador, para produzir mel.

“Eu cuido delas como se tivesse cuidando de um filho, de um irmão, de um amigo”, conta.

Depois de um acidente em que fraturou três vértebras e ficou seis meses imobilizado, Tim recebeu a dica de um médico amigo: as abelhas poderiam ajudá-lo a recuperar os movimentos. Ele conta que entrou na colméia e se deixou picar mais de 60 vezes.

“Não sei precisar, mas acho que depois de 15 ou 20 dias comecei a sentir os movimentos melhores, a sentir mais a perna, que antes estava dormente. Não fiz cirurgia e continuei fazendo o tratamento, que ainda faço toda a semana, do contrário, a área fica rígida e a perna fica dormente”, ele conta.

E Tim faz isso como se estivesse brincando. Ele deixa o ferrão no braço e não desperdiça o resto.

“Eu gosto de fazer um lanche apícola”, conta Tim, mordendo uma abelha. “É muito bom, tem gosto de pétalas de rosas com mel”.

As cores intensas e o movimento impresso nas telas dependem dos movimentos do corpo, que Otto de Souza Aguiar luta para manter. O artista plástico, de uma tradicional família carioca, construiu a carreira de pintor nos Estados Unidos, onde vive há 30 anos. Mas há dois meses, Otto está morando em um hotel em Juiz de Fora, para ficar perto de Tim e das abelhas dele.

Já houve sessões em que Otto levou 60 ferroadas. O homem alto, que na juventude chegou a ser modelo no Rio, tem esclerose múltipla há cinco anos e agora está preso a uma cadeira de rodas. Os médicos americanos não deram muita esperança. Disseram que ele teria pouco tempo de vida. E o tratamento em outros países também não deu certo.

“Eu fiz um tratamento em Portugal, depois no México e não tive muito sucesso. E em Juiz de Fora, em um mês, eu senti uma diferença muito grande. Nos movimentos também. Agora eu me mexo tranqüilamente na cama, sem nenhuma dor na coluna”, diz ele. “As picadas de abelha doem um pouquinho. Elas são russas, e sabe como é – as russas são brabas”, brinca Otto.

Enquanto dava a entrevista, Otto continuava com os ferrões nas costas. A bolsa de veneno leva dez minutos para se esvaziar, lançando no organismo as substâncias que aliviam o sofrimento. Ele acredita que a apiterapia vai permitir a recuperação completa.

“Está acontecendo, definitivamente”, comemora Otto.

Ainda é cedo para saber se as abelhas vão mesmo trazer os movimentos de volta. Mas Otto já esboça as novas imagens que sonha em levar para as telas.

“Tenho vários quadros na cabeça esperando meu braço ficar bom. Um deles tem umas abelhas voando”, revela o artista.

Foi correndo atrás da cura que o executivo José Gilberto de Melo, de 62 anos, cruzou com as abelhas. Depois de disputar 19 maratonas, ele foi surpreendido com a noticia de que sofria de arritmia e teve que implantar um marca-passo. Mas, mesmo depois da cirurgia, continuou com o problema, e não suportava os efeitos colaterais dos remédios.

“Eu fiquei meio duvidoso porque nunca tinha ouvido falar em apiterapia. Mas quando a gente precisa, tem que ser retirado do fundo do poço. Aí, eu acreditei. Comecei com média de quatro ou cinco e agora estou com 35”, conta Gilberto.

O executivo, que tem um filho médico, enfrentou barreiras dentro e fora da família quando resolveu fazer o tratamento com abelhas. Mas diz que não se arrepende.

“Faço eletrocardiograma periodicamente e nunca mais tive arritmia, nunca mais tomei remédio nenhum”, garante Gilberto. “Quanto às picadas de abelha, o médico diz que eu sou doido”, conta Gilberto.

O corredor voltou às pistas depois do tratamento e hoje já encara os 21 quilômetros da meia-maratona.

“Quando vejo uma abelha, tenho um orgulho danado de estar vendo algo que a natureza está dando”, diz o maratonista.

Fonte:  http://grep.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-1208-3,00.html

As picadas de abelha e a E.M.


O tratamento com picadas de abelhas não reduz atividade da esclerose múltipla (EM), de acordo com estudo publicado em 12 de outubro deste ano na Neurology.

Alguns relatos isolados de casos clínicos mostram que o tratamento com picadas de abelhas em pacientes com EM pode estabilizar a doença. Contudo, não existiam estudos clínicos para justificar sua utilização como alternativa de tratamento na EM. Os investigadores realizaram estudo randomizado, tipo crossover, selecionando 26 pacientes com EM recorrente-remitente e secundariamente progressiva com surtos. A duração do estudo foi de 24 semanas. O grupo experimental recebeu, sob supervisão, picadas de abelhas vivas três vezes por semana. O objetivo primário do estudo foi verificar a influência do tratamento no aparecimento de novas lesões na ressonância magnética (RM) encefálica em T1 com realce pelo contraste. O estudo avaliou também incapacidade, freqüência de surtos e fadiga dos pacientes. O tratamento foi bem tolerado e não houve aparecimento de efeitos adversos graves. No grupo tratado com picadas de abelhas não houve redução do número de novas lesões com realce pelo contraste na RM. Não houve melhora da incapacidade, fadiga e qualidade de vida. Neste estudo, o tratamento com veneno de abelhas em pacientes com EM com surtos não reduziu atividade da doença, incapacidade ou fadiga e não melhorou a qualidade de vida. Wesselius T et al. A randomized crossover study of bee sting therapy for multiple sclerosis. Neurology 2005 Oct 12; 
 
Fonte:  http://www.apemsp.com.br/apem/noticia.php?nt=10

Neuroreabilitação

HOSPITAL SARAH RIO, especializado em neuroreabilitação, inaugurado no dia 01 de maio de 2009, na Barra da Tijuca e já está cadastrando para atendimento, novos pacientes adultos e crianças com as seguintes patologias:


- paralisia cerebral

- crianças com atraso do desenvolvimento motor

- sequela de traumatismo craniano

- sequela de AVC

- sequelas de hipóxia cerebral

- malformação cerebral

- sequela de traumatismo medular

- doenças medulares não traumáticas como mielites e mielopatias

- doenças neuromusculares como miopatias, neuropatias periféricas hereditárias e adquiridas, amiotrofia espinhal

- doença de Parkinson e Parkinsonismo

- Ataxias

- doença de Alzeihmer e demências em estágio inicial

- Esclerose múltipla

- Esclerose lateral amiotrófica em estágio inicial

- mielomeningocele

- espinha bífida

- paralisia facial



O atendimento é totalmente gratuito.



O cadastro para atendimento de novos pacientes é feito exclusivamente pelo telefone: 21 3543-7600 21 3543-7600 21 3543-7600 21 3543-7600 , das 08 às 17 horas, de segunda a sexta-feira.